UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2025
Sobre o tromboembolismo pulmonar (TEP), é correto afirmar que o(a):
Infarto pulmonar ocorre tipicamente em TEPs pequenos e distais devido à circulação brônquica insuficiente.
O pulmão possui dupla circulação; infartos ocorrem quando êmbolos pequenos obstruem vasos distais onde a compensação pelas artérias brônquicas é menos eficaz.
O Tromboembolismo Pulmonar (TEP) é uma emergência cardiovascular comum com espectro clínico variável, desde assintomático até choque obstrutivo fatal. A fisiopatologia envolve o aumento súbito da resistência vascular pulmonar, levando à sobrecarga pressórica do ventrículo direito. O diagnóstico baseia-se na probabilidade pré-teste (Escore de Wells ou Geneva) associada ao D-dímero ou exames de imagem. O tratamento fundamental é a anticoagulação, que deve ser iniciada precocemente em casos de alta suspeita. Em pacientes com instabilidade hemodinâmica (TEP de alto risco), a terapia de reperfusão com trombolíticos sistêmicos ou embolectomia é indicada. A compreensão das nuances, como a dor pleurítica indicando infarto periférico, auxilia na localização clínica da embolia.
O parênquima pulmonar recebe oxigenação de três fontes: artérias pulmonares, artérias brônquicas e difusão direta dos alvéolos. Em TEPs proximais (grandes), a circulação brônquica geralmente consegue manter a viabilidade do tecido. Em TEPs distais (pequenos), a rede colateral brônquica é menos robusta, tornando essas áreas mais suscetíveis à necrose isquêmica (infarto), que frequentemente se manifesta como dor pleurítica e hemoptise.
O principal marcador de gravidade e instabilidade no TEP é a disfunção do ventrículo direito (cor pulmonale agudo) e a instabilidade hemodinâmica (choque obstrutivo). A hipoventilação não é característica; pelo contrário, o paciente com TEP costuma apresentar hiperventilação compensatória e hipocapnia secundária à taquipneia.
Embora historicamente considerada o padrão-ouro, a arteriografia pulmonar é um método invasivo com riscos significativos. Atualmente, a Angiotomografia de Tórax (angio-TC) com protocolo para TEP é o exame de escolha devido à sua alta sensibilidade, especificidade e capacidade de sugerir diagnósticos diferenciais, tendo substituído a arteriografia na prática clínica rotineira.
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