TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2025
No paciente com suspeita de embolia pulmonar no pronto-socorro, qual seria uma abordagem adequada de investigação?
TEP: D-dímero afasta apenas em baixa/moderada probabilidade; Troponina ↑ indica disfunção de VD e pior prognóstico.
O D-dímero exclui TEP apenas em pacientes de baixa probabilidade. Em casos confirmados, biomarcadores como a troponina são cruciais para a estratificação de risco.
O diagnóstico de tromboembolismo pulmonar (TEP) exige uma abordagem estruturada baseada na probabilidade pré-teste. O uso do D-dímero é uma ferramenta de exclusão poderosa para pacientes de baixo risco, evitando radiação e custos desnecessários. Contudo, sua especificidade é baixa, podendo elevar-se em idosos, gestantes e processos inflamatórios. A estratificação de risco pós-diagnóstico define a conduta terapêutica. Pacientes com instabilidade hemodinâmica são classificados como alto risco (mortalidade > 15%) e requerem reperfusão imediata. Pacientes estáveis são estratificados pelo escore PESI e biomarcadores (troponina e BNP). A elevação de troponina, refletindo microinfartos do VD, coloca o paciente no grupo de risco intermediário, exigindo vigilância estreita.
O D-dímero deve ser solicitado apenas em pacientes com probabilidade clínica baixa ou intermediária (pelos escores de Wells ou Genebra). Devido ao seu alto valor preditivo negativo, um resultado normal (< 500 ng/mL ou corrigido pela idade) permite excluir o diagnóstico com segurança sem a necessidade de exames de imagem radiológicos.
Em pacientes com TEP, a elevação da troponina indica sofrimento miocárdico do ventrículo direito (VD) devido à sobrecarga aguda de pressão. É um marcador prognóstico essencial para identificar pacientes de risco intermediário-alto, que, apesar de estáveis hemodinamicamente, possuem maior risco de deterioração e morte.
Não. Em pacientes com alta probabilidade clínica de TEP, a investigação deve prosseguir diretamente para exames de imagem, como a angiotomografia de artérias pulmonares. Um D-dímero negativo nessa população não é suficiente para excluir a doença com segurança devido à menor sensibilidade relativa nesse cenário.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo