Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
Mulher de 30 anos, vítima de atropelamento há 8 dias, com múltiplas fraturas de membros inferiores e superiores, apresentou, na enfermaria de ortopedia, dispneia, taquicardia, hemoptise e hipotensão arterial súbitas, sendo encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva. Ao exame físico: pele normal, ausência de alterações neurológicas, ausculta pulmonar sem alterações, com radiografia de tórax normal. Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, o diagnóstico mais provável e o exame mais indicado para confirmação diagnóstica.
Dispneia, taquicardia, hipotensão e hemoptise súbitas pós-fraturas múltiplas, com RX tórax normal → TEP até prova em contrário.
Em pacientes politraumatizados com fraturas de ossos longos, o risco de tromboembolismo pulmonar (TEP) é elevado. A apresentação súbita de dispneia, taquicardia e hipotensão, mesmo com ausculta e radiografia de tórax normais, deve levantar forte suspeita de TEP.
O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma complicação grave e potencialmente fatal em pacientes politraumatizados, especialmente aqueles com múltiplas fraturas e imobilização prolongada. A suspeita clínica é fundamental, pois os sintomas podem ser inespecíficos e o diagnóstico precoce é crucial para o sucesso do tratamento. A tríade clássica de dispneia, taquicardia e hipotensão súbitas, especialmente em um contexto de risco, deve levantar a bandeira vermelha para TEP. É importante diferenciar o TEP de outras condições que podem mimetizá-lo, como a Síndrome da Embolia Gordurosa (SEG), que também ocorre após fraturas de ossos longos. Enquanto a SEG tipicamente apresenta a tríade de dispneia, alterações neurológicas e petéquias, e infiltrados pulmonares no raio-X, o TEP pode ter uma radiografia de tórax normal, como no caso apresentado. O exame mais indicado para a confirmação diagnóstica do TEP é a angiografia pulmonar por tomografia computadorizada (angio-TC de tórax), que permite a visualização direta dos trombos nas artérias pulmonares. O tratamento envolve anticoagulação, e a profilaxia antitrombótica é uma medida essencial em pacientes traumatizados para prevenir essa complicação.
Pacientes traumatizados, especialmente com fraturas de membros inferiores e superiores, imobilização prolongada, cirurgias ortopédicas e lesões vasculares, apresentam alto risco para o desenvolvimento de tromboembolismo pulmonar.
Ambas podem ocorrer após fraturas de ossos longos. O TEP se manifesta com dispneia súbita, taquicardia e hipotensão, frequentemente com RX de tórax normal. A SEG clássica inclui dispneia, alterações neurológicas (confusão) e rash petequial, com infiltrados pulmonares no RX.
A angiografia pulmonar por tomografia computadorizada (angio-TC de tórax) é o exame de escolha para confirmar o diagnóstico de TEP, permitindo a visualização direta dos trombos nas artérias pulmonares.
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