IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Um paciente de 60 anos, com história de acidente vascular encefálico isquêmico há 1 mês, em tratamento para neoplasia de próstata (prostatectomia há 4 meses), apresenta dispneia súbita e hipoxemia. Ao exame físico, estava com FR = 28irpm, PA 120x90 mmHg, FC = 108bpm SatO₂ = 90% com oxigênio por óculos nasal. Sendo tromboembolia pulmonar(TEP) a hipótese diagnóstica mais provável, qual deve ser o exame solicitado nesse caso para confirmar o diagnóstico?
Suspeita de TEP em paciente com fatores de risco e dispneia súbita/hipoxemia → Angiotomografia pulmonar para confirmação.
A angiotomografia pulmonar é o exame padrão-ouro para confirmar o diagnóstico de TEP, especialmente em pacientes com alta probabilidade clínica e instabilidade hemodinâmica, onde a rapidez do diagnóstico é crucial.
A tromboembolia pulmonar (TEP) é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada pela oclusão de uma ou mais artérias pulmonares por um trombo, geralmente originado de uma trombose venosa profunda (TVP). É uma das principais causas de morte hospitalar evitável e representa um desafio diagnóstico devido à sua apresentação clínica variada e inespecífica. O diagnóstico de TEP requer uma alta suspeição clínica, especialmente em pacientes com fatores de risco como cirurgias recentes, câncer, imobilização prolongada ou eventos trombóticos prévios (como o AVE isquêmico mencionado no caso). A dispneia súbita e a hipoxemia são sinais de alerta importantes. A angiotomografia pulmonar (angioTC) é o exame padrão-ouro para a confirmação diagnóstica, pois permite a visualização direta dos trombos nas artérias pulmonares, fornecendo informações cruciais para o manejo. A escolha do exame diagnóstico deve ser guiada pela probabilidade clínica do paciente. Em casos de alta probabilidade, como o descrito, a angioTC é prioritária. Outros exames, como o D-dímero, são mais úteis para excluir TEP em pacientes de baixa probabilidade. O tratamento imediato com anticoagulação é fundamental para reduzir a mortalidade e prevenir recorrências.
Fatores de risco incluem imobilização prolongada, cirurgias recentes (especialmente ortopédicas e oncológicas), câncer ativo, trombofilias, AVE, insuficiência cardíaca e uso de contraceptivos orais.
A angiotomografia pulmonar oferece alta sensibilidade e especificidade para visualizar trombos nas artérias pulmonares, sendo rápida e amplamente disponível, crucial em emergências.
O D-dímero é útil para EXCLUIR TEP em pacientes com baixa probabilidade clínica (escore de Wells baixo), devido ao seu alto valor preditivo negativo. Não deve ser usado para confirmar TEP.
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