TEP: Apresentação Clínica Comum e Fatores de Risco

AFAMCI - Hospital dos Plantadores de Cana (RJ) — Prova 2015

Enunciado

Qual a apresentação clínica mais comum na tromboembolia pulmonar?

Alternativas

  1. A) Quadros recorrentes de dispneia e tosse seca.
  2. B) Quadro agudo de tosse com hemoptise e dor torácica.
  3. C) Quadro agudo de dispneia e dor torácica em paciente com fator de risco para trombose venosa.
  4. D) Insuficiência respiratória aguda e hipotensão em paciente com fator de risco para trombose venosa. 
  5. E) Nenhuma das anteriores. 

Pérola Clínica

TEP → Quadro agudo de dispneia e dor torácica em paciente com fatores de risco para TVP/TEP.

Resumo-Chave

A apresentação clínica mais comum da tromboembolia pulmonar (TEP) é um quadro agudo de dispneia e dor torácica, frequentemente pleurítica, em um paciente que possui fatores de risco para trombose venosa profunda (TVP) ou TEP, como imobilização, cirurgia recente, câncer, uso de estrogênios, entre outros. A suspeita clínica é crucial para o diagnóstico.

Contexto Educacional

A tromboembolia pulmonar (TEP) é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada pela oclusão de uma ou mais artérias pulmonares por um trombo, geralmente originado de uma trombose venosa profunda (TVP) nos membros inferiores. A TEP é uma das principais causas de morte hospitalar evitável, e seu diagnóstico precoce é fundamental para um desfecho favorável. A epidemiologia mostra que a incidência aumenta com a idade e a presença de fatores de risco. A apresentação clínica da TEP é notoriamente inespecífica e pode variar amplamente, desde assintomática até choque cardiogênico e morte súbita. No entanto, a forma mais comum de apresentação é um quadro agudo de dispneia (falta de ar) e dor torácica, que frequentemente é pleurítica (piora com a inspiração). A presença de fatores de risco para trombose venosa profunda é um dado crucial que eleva a suspeita clínica. Outros sintomas podem incluir tosse, taquipneia, taquicardia, hemoptise (menos comum) e, em casos graves, hipotensão e síncope. O diagnóstico de TEP é complexo e envolve a avaliação da probabilidade clínica (usando escores como Wells ou Genebra), dosagem de D-dímero e exames de imagem, como a angiotomografia de tórax. O tratamento visa prevenir a progressão do trombo e novas embolias, geralmente com anticoagulação.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para tromboembolia pulmonar?

Os principais fatores de risco para TEP incluem imobilização prolongada, cirurgia recente (especialmente ortopédica), câncer, uso de contraceptivos orais ou terapia de reposição hormonal, gravidez e puerpério, obesidade, trombofilias hereditárias e idade avançada.

Como a dispneia e a dor torácica se manifestam na TEP?

A dispneia na TEP é geralmente de início súbito e inexplicável, enquanto a dor torácica é frequentemente pleurítica (piora com a respiração profunda) e pode ser acompanhada de tosse. Ambos os sintomas refletem a isquemia pulmonar e a irritação pleural.

Quais são os sinais de TEP grave?

Sinais de TEP grave incluem hipotensão (pressão arterial sistólica < 90 mmHg), choque, taquicardia persistente, cianose, síncope e insuficiência respiratória aguda. Estes indicam uma embolia maciça e requerem intervenção imediata.

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