AFAMCI - Hospital dos Plantadores de Cana (RJ) — Prova 2015
Qual a apresentação clínica mais comum na tromboembolia pulmonar?
TEP → Quadro agudo de dispneia e dor torácica em paciente com fatores de risco para TVP/TEP.
A apresentação clínica mais comum da tromboembolia pulmonar (TEP) é um quadro agudo de dispneia e dor torácica, frequentemente pleurítica, em um paciente que possui fatores de risco para trombose venosa profunda (TVP) ou TEP, como imobilização, cirurgia recente, câncer, uso de estrogênios, entre outros. A suspeita clínica é crucial para o diagnóstico.
A tromboembolia pulmonar (TEP) é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada pela oclusão de uma ou mais artérias pulmonares por um trombo, geralmente originado de uma trombose venosa profunda (TVP) nos membros inferiores. A TEP é uma das principais causas de morte hospitalar evitável, e seu diagnóstico precoce é fundamental para um desfecho favorável. A epidemiologia mostra que a incidência aumenta com a idade e a presença de fatores de risco. A apresentação clínica da TEP é notoriamente inespecífica e pode variar amplamente, desde assintomática até choque cardiogênico e morte súbita. No entanto, a forma mais comum de apresentação é um quadro agudo de dispneia (falta de ar) e dor torácica, que frequentemente é pleurítica (piora com a inspiração). A presença de fatores de risco para trombose venosa profunda é um dado crucial que eleva a suspeita clínica. Outros sintomas podem incluir tosse, taquipneia, taquicardia, hemoptise (menos comum) e, em casos graves, hipotensão e síncope. O diagnóstico de TEP é complexo e envolve a avaliação da probabilidade clínica (usando escores como Wells ou Genebra), dosagem de D-dímero e exames de imagem, como a angiotomografia de tórax. O tratamento visa prevenir a progressão do trombo e novas embolias, geralmente com anticoagulação.
Os principais fatores de risco para TEP incluem imobilização prolongada, cirurgia recente (especialmente ortopédica), câncer, uso de contraceptivos orais ou terapia de reposição hormonal, gravidez e puerpério, obesidade, trombofilias hereditárias e idade avançada.
A dispneia na TEP é geralmente de início súbito e inexplicável, enquanto a dor torácica é frequentemente pleurítica (piora com a respiração profunda) e pode ser acompanhada de tosse. Ambos os sintomas refletem a isquemia pulmonar e a irritação pleural.
Sinais de TEP grave incluem hipotensão (pressão arterial sistólica < 90 mmHg), choque, taquicardia persistente, cianose, síncope e insuficiência respiratória aguda. Estes indicam uma embolia maciça e requerem intervenção imediata.
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