TEP Aguda: Estratificação de Risco e Prognóstico com PESI e ESC

UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2023

Enunciado

Homem de 70 anos, obeso e hipertenso, apresentou dispneia súbita, dor torácica e palpitações, três dias após uma cirurgia para correção de fratura no colo do fêmur direito. Uma angiotomografia computadorizada de tórax foi compatível com tromboembolia pulmonar aguda (TEP). Estava hemodinamicamente estável, sem disfunção de ventrículo direito pelo ecocardiograma, mas com troponina elevada. De acordo com o PESI (Pulmonary Embolism Severity Index), apresentou PESI III Quanto à severidade da TEP e o risco de morte em 30 dias, esse paciente deve ser classificado como TEP de risco

Alternativas

  1. A) alto.
  2. B) intermediário baixo.
  3. C) baixo.
  4. D) intermediário alto.

Pérola Clínica

TEP hemodinamicamente estável + troponina elevada + sem disfunção VD = Risco intermediário baixo (PESI III).

Resumo-Chave

A estratificação de risco na TEP é crucial para o manejo. Pacientes hemodinamicamente estáveis, mas com marcadores de lesão miocárdica (troponina elevada) ou disfunção de VD, são classificados como risco intermediário. A ausência de disfunção de VD no ecocardiograma, apesar da troponina elevada, o coloca no subgrupo de risco intermediário baixo.

Contexto Educacional

A Tromboembolia Pulmonar Aguda (TEP) é uma condição grave que exige rápida estratificação de risco para guiar o tratamento. A classificação de risco é fundamental para determinar a necessidade de trombolíticos ou anticoagulação. O PESI (Pulmonary Embolism Severity Index) é uma ferramenta validada que utiliza parâmetros clínicos e comorbidades para classificar os pacientes em cinco classes de risco de mortalidade em 30 dias. A estratificação de risco da TEP, conforme as diretrizes da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC), divide os pacientes em alto, intermediário e baixo risco. Pacientes de alto risco apresentam choque ou hipotensão. Pacientes hemodinamicamente estáveis são classificados como risco intermediário ou baixo. O risco intermediário é subdividido em 'intermediário alto' (presença de disfunção de ventrículo direito E lesão miocárdica, como troponina elevada) e 'intermediário baixo' (presença de disfunção de ventrículo direito OU lesão miocárdica). No caso apresentado, o paciente está hemodinamicamente estável, sem disfunção de ventrículo direito no ecocardiograma, mas com troponina elevada. Isso o classifica como TEP de risco intermediário baixo. O manejo desses pacientes geralmente envolve anticoagulação plena, com monitoramento rigoroso e reavaliação, sem a necessidade imediata de trombólise sistêmica, que é reservada para pacientes de alto risco.

Perguntas Frequentes

Como o PESI score classifica o risco de mortalidade na TEP?

O PESI (Pulmonary Embolism Severity Index) é uma ferramenta que atribui pontos com base em idade, comorbidades e parâmetros clínicos, classificando os pacientes em cinco classes de risco (I a V), correlacionadas com a mortalidade em 30 dias.

Qual a importância da troponina e do ecocardiograma na estratificação de risco da TEP?

A troponina elevada indica lesão miocárdica por sobrecarga do ventrículo direito, enquanto o ecocardiograma avalia a disfunção do ventrículo direito. Ambos são marcadores de pior prognóstico e são usados para estratificar pacientes hemodinamicamente estáveis em risco intermediário (baixo ou alto).

O que define uma TEP de risco intermediário baixo versus intermediário alto?

Uma TEP de risco intermediário baixo é definida pela ausência de choque ou hipotensão, com presença de apenas um marcador de risco (disfunção de VD ou lesão miocárdica, como troponina elevada). O risco intermediário alto apresenta ambos os marcadores (disfunção de VD e lesão miocárdica).

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