Tromboembolia Pulmonar: Diagnóstico e Manejo Imediato

Unioeste/HUOP - Hospital Universitário do Oeste do Paraná - Cascavel (PR) — Prova 2015

Enunciado

Paciente feminina, 64 anos, com história de DPOC, submetida à artroplastia de joelho direito, apresentou no terceiro dia do pós-operatório quadro de síncope, seguido de dispneia e dessaturação. Ao exame físico: PA 110 x70/ FC 112/ FR28/T 36,7 °C/Sat O₂ 87% (ar ambiente); Ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações. Eletrocardiograma evidenciando taquicardia sinusal com frequência ventricular de 115bpm. Raio X de tórax com sinais de DPOC, sem outras alterações. Mediante a hipótese de tromboembolia pulmonar, qual a melhor conduta a ser seguida?

Alternativas

  1. A) Trombólise imediata com Estreptoquinase (1.500.000UI). 
  2. B) Iniciar anticoagulação com Varfarina (5mg/dia) e solicitar Cintilografia Pulmonar Perfusional.
  3. C) Iniciar anticoagulação com Enoxaparina (1 mg/kg de 12/12 horas) e solicitar Angiotomografia de Tórax e Ecodoppler de membros inferiores.
  4. D) Solicitar Angiotomografia de Tórax e aguardar o resultado para iniciar a anticoagulação.
  5. E) Solicitar avaliação da equipe de Cirurgia Vascular para colocação de Filtro de Veia Cava.

Pérola Clínica

Suspeita de TEP com instabilidade hemodinâmica relativa → iniciar anticoagulação e investigar rapidamente com angiotomografia.

Resumo-Chave

A paciente apresenta alta probabilidade clínica de TEP (pós-operatório de grande cirurgia, DPOC, síncope, dispneia, dessaturação). Diante da forte suspeita e da necessidade de confirmação diagnóstica, a anticoagulação deve ser iniciada imediatamente, em paralelo à solicitação de exames confirmatórios como a angiotomografia de tórax.

Contexto Educacional

A tromboembolia pulmonar (TEP) é uma condição grave e potencialmente fatal, sendo uma das principais causas de morte hospitalar evitável. É crucial para o médico residente reconhecer os fatores de risco, como cirurgia recente (artroplastia de joelho), imobilização e DPOC, e os sinais e sintomas sugestivos para um diagnóstico e tratamento rápidos. O diagnóstico de TEP é baseado na suspeita clínica, que pode ser estratificada por escores como Wells ou Geneva, e confirmado por exames de imagem. A Angiotomografia de Tórax é o padrão-ouro para o diagnóstico. Em casos de alta probabilidade clínica e ausência de contraindicações, a anticoagulação deve ser iniciada empiricamente antes mesmo da confirmação por imagem, para evitar a progressão da doença. O tratamento inicial para TEP, em pacientes hemodinamicamente estáveis, consiste em anticoagulação plena, geralmente com heparinas de baixo peso molecular (como enoxaparina) ou fondaparinux, seguida por anticoagulantes orais. A trombólise é reservada para pacientes com TEP de alto risco (instabilidade hemodinâmica), e o filtro de veia cava é considerado em casos de contraindicação à anticoagulação ou falha terapêutica.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas de tromboembolia pulmonar (TEP)?

Os sinais e sintomas mais comuns incluem dispneia súbita, dor torácica pleurítica, taquipneia, taquicardia, tosse, hemoptise e, em casos graves, síncope e hipotensão.

Qual a conduta inicial em caso de alta suspeita de TEP em paciente estável?

Em pacientes com alta probabilidade clínica e estabilidade hemodinâmica, a conduta inicial é iniciar a anticoagulação empírica com heparina de baixo peso molecular ou fondaparinux, enquanto se aguarda a realização de exames confirmatórios como a angiotomografia de tórax.

Por que a angiotomografia de tórax é o exame de escolha para confirmar TEP?

A angiotomografia de tórax (AngioTC) é o exame de escolha devido à sua alta sensibilidade e especificidade, capacidade de visualizar diretamente os trombos nas artérias pulmonares e de avaliar outras causas de dispneia.

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