Tromboelastograma no Trauma: Otimizando Transfusões

IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2021

Enunciado

Sobre o atendimento ao politraumatizado e a necessidade de transfusões de sangue, assinale a alternativa CORRETA: 

Alternativas

  1. A) Para prevenção de hipotermia nos pacientes com necessidade de transfusão de sangue maciça e ressuscitação agressiva, uma medida pode ser aquecer o fluído a 44ºC (111.4ºF) antes da infusão.
  2. B) No hemotórax maciço, podemos realizar autotransfusões e nesse caso tem a vantagem de não ser necessário administrar plasma e plaquetas.
  3. C) O ácido tranexâmico pode ser utilizado em pacientes com hemorragia significativa e em pacientes no pré-hospitalar por obter bons resultados se a primeira dose é utilizada em até 8 horas do trauma.
  4. D) O tromboelastograma tem sido utilizado para determinar a eficiência do coágulo e orientar o uso adequado de componentes da coagulação.

Pérola Clínica

Tromboelastograma (TEG) → guia preciso para transfusão de componentes em politraumatizados, otimizando hemostasia.

Resumo-Chave

O TEG oferece uma avaliação dinâmica da coagulação, permitindo identificar deficiências específicas (plaquetas, fibrinogênio, fatores) em tempo real. Isso é crucial no trauma para guiar a reposição de componentes sanguíneos de forma mais direcionada e evitar transfusões desnecessárias ou inadequadas.

Contexto Educacional

O atendimento ao politraumatizado com hemorragia significativa é um desafio complexo, onde a coagulopatia induzida por trauma é uma complicação comum e grave. A ressuscitação hemostática visa restaurar a perfusão e controlar o sangramento, muitas vezes exigindo transfusão maciça. A monitorização da coagulação é fundamental para guiar essa terapia. O tromboelastograma (TEG) e a tromboelastometria rotacional (ROTEM) são ferramentas viscoelásticas que fornecem uma avaliação em tempo real da formação e lise do coágulo. Ao contrário dos testes laboratoriais convencionais (TP, TTPA), o TEG avalia a interação entre plaquetas, fibrinogênio e fatores de coagulação, permitindo uma terapia transfusional mais direcionada e personalizada, evitando o uso excessivo ou insuficiente de componentes. A aplicação do TEG no trauma permite identificar rapidamente a causa da coagulopatia (deficiência de fibrinogênio, plaquetas, hiperfibrinólise) e guiar a administração de plasma, plaquetas, crioprecipitado ou antifibrinolíticos como o ácido tranexâmico. Isso resulta em menor volume transfusional, redução de complicações e melhora dos desfechos clínicos, sendo uma prática cada vez mais incorporada nos protocolos de trauma avançados.

Perguntas Frequentes

Qual a principal vantagem do tromboelastograma (TEG) no trauma?

O TEG fornece uma avaliação dinâmica e global da coagulação, permitindo identificar rapidamente deficiências específicas de plaquetas, fibrinogênio ou fatores, o que otimiza a reposição de componentes sanguíneos.

Quando o ácido tranexâmico é indicado no trauma hemorrágico?

O ácido tranexâmico é indicado em pacientes com hemorragia significativa ou risco de sangramento, preferencialmente administrado nas primeiras 3 horas após o trauma para maximizar seu benefício na redução da mortalidade.

Como a hipotermia afeta a coagulação em pacientes politraumatizados?

A hipotermia é um componente da tríade letal do trauma (acidose, hipotermia, coagulopatia), prejudicando a função plaquetária e a atividade dos fatores de coagulação, o que agrava o sangramento.

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