HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2023
Qual é o exame utilizado para avaliação da formação do coágulo em tempo real em centros de trauma de excelência?
Avaliação da formação do coágulo em tempo real no trauma = Tromboelastografia (TEG) ou ROTEM.
A tromboelastografia (TEG) e a tromboelastometria rotacional (ROTEM) são exames viscoelásticos que avaliam a formação do coágulo em tempo real, fornecendo informações sobre a função plaquetária, fibrinogênio, fatores de coagulação e fibrinólise, sendo cruciais para guiar a transfusão de hemoderivados em pacientes traumatizados.
A coagulopatia é uma complicação comum e grave em pacientes traumatizados, contribuindo significativamente para a morbimortalidade. A avaliação rápida e precisa da hemostasia é fundamental para guiar a ressuscitação e o manejo transfusional. Os testes de coagulação convencionais (TP, TTPa, plaquetas) fornecem uma visão estática e limitada da coagulação, não refletindo a dinâmica da formação e estabilidade do coágulo. Nesse contexto, a tromboelastografia (TEG) e a tromboelastometria rotacional (ROTEM) surgem como ferramentas valiosas. São exames viscoelásticos que avaliam a hemostasia global em tempo real, desde o início da formação do coágulo até sua lise. Eles fornecem um perfil abrangente da função plaquetária, da atividade dos fatores de coagulação, da quantidade de fibrinogênio e da presença de fibrinólise. Em centros de trauma de excelência, o uso de TEG ou ROTEM permite uma abordagem individualizada e guiada para a transfusão de hemoderivados, evitando a administração excessiva ou insuficiente de componentes sanguíneos. Isso otimiza o uso de recursos, reduz complicações relacionadas à transfusão e melhora os desfechos dos pacientes com sangramento maciço, sendo uma prática essencial na ressuscitação hemostática.
Ambos são testes viscoelásticos que avaliam a hemostasia, mas o ROTEM utiliza um sistema de rotação do pino em vez do copo, o que o torna menos sensível a vibrações e permite a realização de testes paralelos.
O TEG fornece informações rápidas sobre a causa da coagulopatia (deficiência de plaquetas, fibrinogênio, fatores ou hiperfibrinólise), permitindo uma reposição mais direcionada de hemoderivados (plaquetas, crioprecipitado, plasma fresco congelado).
O TEG avalia o tempo de reação (R), tempo de coagulação (K), ângulo alfa (α), amplitude máxima (MA) e índice de lise (LY30), que refletem o início da coagulação, a velocidade de formação do coágulo, a força do coágulo e a fibrinólise, respectivamente.
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