FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2021
Qual o exame que elucida estados hiperfibrinolíticos?
Hiperfibrinólise → Tromboelastografia (TEG) = avaliação global da hemostasia e fibrinólise.
A tromboelastografia (TEG) é um exame funcional que avalia a formação e lise do coágulo em tempo real, sendo fundamental para identificar estados de hiperfibrinólise, que não são detectados pelos testes de coagulação convencionais como PTTa e TAP.
A hiperfibrinólise é uma condição grave caracterizada pela degradação excessiva do coágulo sanguíneo, levando a sangramentos incontroláveis. É frequentemente observada em contextos de trauma grave, cirurgias complexas, sepse e em pacientes com doenças hepáticas. O reconhecimento e manejo rápido são cruciais para a sobrevida do paciente, sendo um tema de grande relevância para residentes. A tromboelastografia (TEG) é uma ferramenta diagnóstica funcional que fornece uma avaliação abrangente da hemostasia, desde a iniciação da coagulação até a lise do coágulo. Diferente dos testes de coagulação plasmáticos tradicionais (PTTa, TAP), a TEG avalia a interação entre plaquetas, fatores de coagulação e o sistema fibrinolítico, permitindo a identificação de distúrbios como a hiperfibrinólise, que se manifesta como uma rápida degradação do coágulo. O manejo da hiperfibrinólise envolve a administração de antifibrinolíticos, como o ácido tranexâmico, e o tratamento da causa subjacente. A interpretação correta da TEG permite uma terapia direcionada e personalizada, otimizando o uso de hemocomponentes e medicamentos, o que é fundamental para a prática clínica e para a preparação para provas de residência.
Pacientes com hiperfibrinólise podem apresentar sangramento difuso e incontrolável, muitas vezes desproporcional à lesão inicial, e que não responde a terapias convencionais de coagulação.
A TEG mede a força do coágulo ao longo do tempo. Na hiperfibrinólise, o traçado da TEG mostra uma rápida diminuição da amplitude máxima do coágulo, indicando sua lise precoce.
PTTa e TAP avaliam o tempo para formação do coágulo pelas vias intrínseca e extrínseca, respectivamente. A TEG oferece uma visão dinâmica e global da hemostasia, incluindo a função plaquetária, formação e lise do coágulo.
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