HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2022
Um homem de 78 anos, obeso, recebe enoxaparina profilática no pós-operatório de artroplastia de quadril. No 6º dia após o início do anticoagulante, detecta-se plaquetopenia de 50 mil/microL, caindo para 40 mil no dia seguinte. A conduta mais adequada é
Suspeita de TIH: suspender heparina (HBPM/HNF) e iniciar anticoagulante não heparínico (ex: fondaparinux).
A Trombocitopenia Induzida por Heparina (TIH) tipo II é uma complicação grave, imunomediada, caracterizada por queda de plaquetas (>50% ou <100.000) 5-10 dias após início da heparina. O manejo crucial é a suspensão imediata de todas as heparinas e o início de um anticoagulante alternativo não heparínico para prevenir eventos trombóticos.
A Trombocitopenia Induzida por Heparina (TIH) tipo II é uma complicação grave e potencialmente fatal da terapia com heparina, seja ela não fracionada (HNF) ou de baixo peso molecular (HBPM). É uma condição imunomediada caracterizada pela formação de anticorpos contra o complexo fator plaquetário 4 (FP4) e heparina, levando à ativação plaquetária e, paradoxalmente, a um estado protrombótico. O residente deve estar apto a reconhecer e manejar essa condição rapidamente. O diagnóstico de TIH é baseado em critérios clínicos e laboratoriais. Clinicamente, a suspeita surge com uma queda significativa na contagem de plaquetas (geralmente >50% do valor basal ou para <100.000/microL) que ocorre tipicamente entre 5 e 10 dias após o início da heparina. A ocorrência de novos eventos trombóticos (venosos ou arteriais) na presença de trombocitopenia aumenta a probabilidade de TIH. O escore 4T (Trombocitopenia, Timing, Trombose, Outras causas) é uma ferramenta útil para estimar a probabilidade pré-teste. O manejo da TIH é crítico e imediato. A primeira e mais importante medida é a suspensão de todas as formas de heparina (HNF e HBPM). Em seguida, deve-se iniciar um anticoagulante alternativo não heparínico, como fondaparinux, argatroban ou bivalirudina, para prevenir ou tratar os eventos trombóticos, que são a principal causa de morbimortalidade na TIH. A transfusão de plaquetas é geralmente contraindicada, a menos que haja sangramento com risco de vida, devido ao risco de piorar a trombose. O prognóstico é melhor quando a TIH é diagnosticada e tratada precocemente.
A suspeita de TIH surge com uma queda de plaquetas de 50% ou mais do valor basal, ou plaquetas abaixo de 100.000/microL, ocorrendo 5 a 10 dias após o início da heparina, especialmente se houver eventos trombóticos associados.
A conduta inicial é suspender imediatamente todas as formas de heparina (não fracionada e de baixo peso molecular) e iniciar um anticoagulante alternativo não heparínico, como fondaparinux, argatroban ou bivalirudina, mesmo antes da confirmação laboratorial.
Ambas as heparinas, de baixo peso molecular e não fracionada, podem induzir TIH, pois compartilham o epítopo antigênico. Trocar uma pela outra é ineficaz e perigoso, aumentando o risco de trombose e piorando o quadro.
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