CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2025
Criança de 4 anos, apresenta petéquias e hematomas disseminados pelo corpo após um episódio viral recente. Exames mostram trombocitopenia severa (plaquetas < 20.000/mm³). Qual é o tratamento inicial recomendado?
PTI infantil severa pós-viral → IVIg ou corticosteroide oral para ↑ plaquetas e ↓ risco de sangramento grave.
Em crianças com Trombocitopenia Imune Primária (PTI) severa (plaquetas < 20.000/mm³) e sangramento clinicamente significativo ou risco elevado, a imunoglobulina intravenosa (IVIg) ou corticosteroides orais são as opções de tratamento de primeira linha. A transfusão de plaquetas é reservada para sangramentos com risco de vida, pois tem efeito transitório.
A Trombocitopenia Imune Primária (PTI) é uma doença autoimune caracterizada pela destruição acelerada de plaquetas e/ou produção inadequada de megacariócitos, resultando em plaquetopenia. Em crianças, a PTI é frequentemente aguda e autolimitada, muitas vezes precedida por uma infecção viral, sendo a principal causa de trombocitopenia isolada em pediatria. É crucial reconhecer a gravidade e o risco de sangramento para um manejo adequado. A fisiopatologia envolve a produção de autoanticorpos contra glicoproteínas de superfície plaquetária, levando à sua destruição no baço. O diagnóstico é de exclusão, baseado na trombocitopenia isolada e ausência de outras causas. A suspeita deve surgir em crianças com petéquias, equimoses e sangramentos mucosos após um quadro viral, especialmente com plaquetas muito baixas. O hemograma completo é fundamental para confirmar a trombocitopenia e descartar outras citopenias. O tratamento inicial para PTI severa em crianças visa elevar rapidamente a contagem de plaquetas e reduzir o risco de sangramento. As opções de primeira linha incluem imunoglobulina intravenosa (IVIg) ou corticosteroides orais. A IVIg age rapidamente, mas é mais cara, enquanto os corticosteroides são eficazes e mais acessíveis. A escolha depende da gravidade do sangramento, disponibilidade e preferência clínica. A transfusão de plaquetas é reservada para emergências com sangramento maciço e risco de vida.
O tratamento é geralmente indicado para crianças com PTI e plaquetas abaixo de 20.000-30.000/mm³ que apresentam sangramento clinicamente significativo (petéquias, equimoses extensas) ou alto risco de sangramento, como trauma craniano recente ou atividades de alto risco.
A IVIg atua bloqueando os receptores Fc nos macrófagos do sistema reticuloendotelial, impedindo a destruição das plaquetas autoimunes. Além disso, pode modular a resposta imune, diminuindo a produção de autoanticorpos.
A transfusão de plaquetas é reservada para situações de sangramento com risco de vida, como hemorragia intracraniana ou sangramento gastrointestinal maciço, e deve ser administrada em conjunto com IVIg ou corticosteroides para prolongar seu efeito.
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