UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2023
Escolar, sexo feminino, foi levada ao pronto socorro por seus pais por apresentar epistaxe e equimoses ao longo do corpo, há 5 dias. Criança previamente hígida, sem histórico de internações, porém apresentou um quadro de infecção de vias aéreas, há 1 mês. Ao exame físico foi evidenciado equimoses em membros inferiores e superiores, ausência de visceromegalias, linfonodomegalias e sangramentos ativos. Solicitado hemograma com hemoglobina 11,2 g/dl, Leucócitos com 6400/ mm3 e plaquetas de 10.000/ mm3. Qual diagnóstico mais provável?
Criança com plaquetopenia isolada pós-infecção viral e sangramentos cutâneos/mucosos → Trombocitopenia Imune Primária (PTI).
A Trombocitopenia Imune Primária (PTI) em crianças frequentemente se manifesta após uma infecção viral, com plaquetopenia isolada e sangramentos mucocutâneos. A ausência de outras citopenias, visceromegalias ou linfonodomegalias é crucial para o diagnóstico diferencial.
A Trombocitopenia Imune Primária (PTI), anteriormente conhecida como púrpura trombocitopênica idiopática, é uma doença autoimune caracterizada pela destruição acelerada de plaquetas e/ou produção inadequada de megacariócitos. É a causa mais comum de plaquetopenia isolada em crianças, com pico de incidência entre 2 e 5 anos, e é crucial para residentes reconhecerem seus padrões de apresentação. A fisiopatologia envolve a produção de autoanticorpos contra glicoproteínas de superfície plaquetária, levando à sua destruição no baço. Em crianças, frequentemente é precedida por uma infecção viral (1-4 semanas antes). O diagnóstico é de exclusão, com hemograma mostrando plaquetopenia isolada, esfregaço de sangue periférico normal (exceto pela plaquetopenia) e ausência de outras causas de sangramento ou doença sistêmica. O tratamento da PTI em crianças é individualizado, dependendo da gravidade do sangramento e da contagem plaquetária. Muitos casos são autolimitados e resolvem espontaneamente. Opções incluem observação, imunoglobulina intravenosa (IVIG) ou corticosteroides. O prognóstico é geralmente excelente, com a maioria das crianças se recuperando completamente.
A PTI em crianças geralmente se manifesta com sangramentos mucocutâneos, como petéquias, equimoses, epistaxe e gengivorragia, frequentemente após uma infecção viral recente.
O diagnóstico da PTI é de exclusão, baseado na plaquetopenia isolada (<100.000/mm³) em um hemograma completo, com ausência de outras causas de trombocitopenia e sem outras alterações significativas no exame físico ou laboratorial.
O principal diagnóstico diferencial inclui leucemias agudas, anemias aplásticas e outras causas de plaquetopenia secundária. A ausência de outras citopenias e visceromegalias ajuda a diferenciar da leucemia.
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