PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025
A trombocitopenia imune primária (PTI) é um dos mais comuns distúrbios de coagulação adquiridos; o pico de idade ao diagnóstico é de 1 a 6 anos, afetando ambos os sexos. Neste contexto, diante de uma criança com PTI, deve-se saber que:
PTI grave/emergência → Transfusão de plaquetas + Corticoide + IVIG.
Na PTI pediátrica com sangramento grave, a conduta é agressiva com tríade terapêutica, apesar de a maioria dos casos ser autolimitada.
A Trombocitopenia Imune Primária (PTI) é caracterizada por uma contagem de plaquetas isoladamente baixa (< 100.000/mm³) sem uma causa desencadeante identificável. Na pediatria, frequentemente segue uma infecção viral ou vacinação. A fisiopatologia envolve a produção de autoanticorpos IgG contra glicoproteínas da membrana plaquetária, levando à sua remoção prematura pelo baço. O tratamento é guiado pela gravidade do sangramento e não apenas pelo número de plaquetas. A maioria das crianças com contagens muito baixas, mas apenas sintomas cutâneos, pode ser manejada com vigilância. No entanto, quando ocorre sangramento de mucosas ou visceral, as opções de primeira linha incluem corticosteroides (prednisona ou dexametasona) e IVIG. Em casos refratários ou crônicos, podem ser considerados agonistas do receptor de trombopoetina, rituximabe ou esplenectomia.
A transfusão de plaquetas na Trombocitopenia Imune Primária (PTI) é reservada exclusivamente para situações de emergência com sangramento grave e ameaçador à vida (ex: hemorragia intracraniana ou gastrointestinal maciça). Devido à natureza autoimune da doença, as plaquetas transfundidas são rapidamente destruídas, por isso a transfusão deve ser acompanhada de doses altas de corticoides e imunoglobulina intravenosa para tentar estabilizar a contagem.
A IVIG atua bloqueando os receptores Fc nos macrófagos do sistema reticuloendotelial (principalmente no baço), impedindo a destruição das plaquetas sensibilizadas por autoanticorpos. É uma terapia de ação rápida, geralmente elevando a contagem de plaquetas em 24 a 48 horas, sendo ideal para situações onde se deseja um aumento célere dos níveis plaquetários, como antes de cirurgias ou em sangramentos ativos.
O prognóstico da PTI na infância é excelente. Cerca de 70% a 80% das crianças apresentam a forma aguda e autolimitada, com recuperação espontânea da contagem de plaquetas em até 6 meses, independentemente do tratamento. Apenas uma minoria evolui para a forma crônica (duração superior a 12 meses). O manejo inicial em casos leves (apenas petéquias e equimoses) costuma ser apenas observação, independentemente do valor absoluto de plaquetas.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo