HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2023
Menina de 4 anos de idade foi levada ao pediatra devido sangramento nasal e gengival há 3 dias. A mãe refere apenas que ela teve quadro febril há 1 semana, tratado com anti-inflamatório não hormonal. Ao exame físico, está em bom estado geral, afebril, apresentando petéquias em membros superiores e prova do laço positiva. Restante do exame físico, normal. Os exames laboratoriais revelaram: Hb = 11,7 mg/dL, Ht = 38%, leucócitos = 9300/mm³ (2% bastonetes, 49% segmentados, 3% monócitos, 1% eosinófilos, 45% linfócitos), plaquetas = 27000/mm³ , tempo de protrombina = 13,2 seg (INR = 1,02), tempo de tromboplastina parcial ativada = 34 seg, tempo de trombina = 15,8 seg. A principal hipótese diagnóstica é:
Criança com sangramento mucocutâneo, petéquias e plaquetopenia isolada pós-infecção viral → Trombocitopenia Imune Primária (PTI).
A Trombocitopenia Imune Primária (PTI) em crianças frequentemente segue uma infecção viral, manifestando-se com sangramentos mucocutâneos e plaquetopenia isolada. A prova do laço positiva é um sinal de fragilidade capilar associada à trombocitopenia, reforçando a suspeita diagnóstica.
A Trombocitopenia Imune Primária (PTI), anteriormente conhecida como púrpura trombocitopênica idiopática, é uma doença autoimune caracterizada pela destruição acelerada de plaquetas e/ou produção plaquetária insuficiente. É a causa mais comum de plaquetopenia isolada em crianças, com pico de incidência entre 2 e 5 anos, frequentemente após infecções virais. O diagnóstico é de exclusão, baseado na história clínica de sangramentos mucocutâneos (petéquias, equimoses, epistaxe, sangramento gengival) e achado laboratorial de plaquetopenia isolada (<100.000/mm³), com hemograma e coagulograma normais. A prova do laço positiva, indicando fragilidade capilar, reforça a suspeita. O tratamento da PTI em crianças é individualizado, considerando o grau de plaquetopenia e a presença de sangramentos. Muitos casos são autolimitados e não requerem intervenção, mas em sangramentos graves ou plaquetas muito baixas, podem ser usados corticosteroides, imunoglobulina intravenosa ou, em casos refratários, outras terapias.
A PTI em crianças manifesta-se principalmente com sangramentos mucocutâneos, como petéquias, equimoses, epistaxe e sangramento gengival, geralmente após uma infecção viral recente.
O diagnóstico de PTI é de exclusão, baseado na plaquetopenia isolada (<100.000/mm³) em um paciente com hemograma e coagulograma normais, sem outras causas evidentes de trombocitopenia.
A prova do laço positiva indica fragilidade capilar e é um achado comum em pacientes com trombocitopenia, auxiliando na suspeita diagnóstica de distúrbios plaquetários.
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