USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2025
Paciente de 6 anos de idade, previamente hígida, refere aparecimento de “manchas vermelhas” em membros inferiores há cerca de 4 dias, sendo levada ao pronto atendimento. Exame físico dentro da normalidade, exceto pela presença de petéquias em membros inferiores. Nega outros sintomas. Coletados exames laboratoriais com os resultados apresentados na imagem a seguir:Considerando a principal hipótese diagnóstica, a conduta para essa paciente é:
PTI criança com petéquias e plaquetas > 20.000/µL sem sangramento grave → conduta expectante.
Em crianças com trombocitopenia imune (PTI) e plaquetas acima de 20.000/µL, sem sangramento ativo grave ou sintomas significativos, a conduta inicial é expectante, com seguimento hematológico. A maioria dos casos é autolimitada e se resolve espontaneamente.
A Trombocitopenia Imune (PTI), anteriormente conhecida como Púrpura Trombocitopênica Idiopática, é a causa mais comum de trombocitopenia isolada em crianças. Caracteriza-se pela destruição autoimune de plaquetas e é frequentemente precedida por uma infecção viral, sendo um tema importante para a prática pediátrica e provas de residência. A fisiopatologia envolve a produção de autoanticorpos contra as plaquetas, levando à sua destruição acelerada no baço. O diagnóstico é clínico e de exclusão, baseado na presença de petéquias, equimoses e trombocitopenia isolada em um hemograma, sem outras causas evidentes. A conduta na PTI pediátrica é frequentemente expectante, especialmente em crianças com plaquetas > 20.000/µL e sem sangramento grave, devido à natureza autolimitada da doença. O tratamento com corticoides ou imunoglobulina é reservado para casos com sangramento clinicamente significativo ou plaquetas muito baixas, visando reduzir o risco de hemorragias graves, especialmente intracranianas.
O diagnóstico de PTI em crianças é de exclusão, baseado na presença de trombocitopenia isolada (plaquetas < 100.000/µL) sem outra causa aparente, geralmente após uma infecção viral recente.
O tratamento farmacológico (corticoides, imunoglobulina) é geralmente reservado para crianças com sangramento grave, plaquetas muito baixas (<10.000-20.000/µL) ou risco aumentado de sangramento, como trauma craniano.
Sinais de alerta incluem sangramento mucocutâneo extenso, epistaxe grave, hemorragia gastrointestinal, hematúria ou qualquer sinal de sangramento intracraniano, que é a complicação mais temida.
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