SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2020
João, 7 anos de idade, foi levado ao pronto atendimento com história de manchas arroxeadas em tronco e membros há 3 dias. Mãe refere infecção de vias aéreas superiores há duas semanas e nega uso de medicações ou história familiar de coagulopatia. Ao exame físico, apresentava bom estado geral, presença de petéquias e equimoses em tronco e membros, sem hepatoesplenomegalia ou linfonodomegalias. Hemograma: hemoglobina: 13,0 g/dL; leucócitos: 8.000/mm³; plaquetas: 40.000/mm³.Dentre as abaixo, a melhor conduta para esse paciente, nesse momento é:
PTI em criança > 1 ano, bom estado geral, plaquetas > 20.000-30.000/mm³ → Conduta expectante.
A Trombocitopenia Imune (PTI) em crianças, especialmente após infecção viral, frequentemente é autolimitada. Em pacientes com bom estado geral e contagem de plaquetas acima de 20.000-30.000/mm³, a conduta expectante é a mais indicada, reservando tratamentos para casos de sangramento grave ou plaquetopenia extrema.
A Trombocitopenia Imune (PTI) é a causa mais comum de plaquetopenia isolada em crianças, com pico de incidência entre 2 e 5 anos. Caracteriza-se por destruição autoimune de plaquetas, frequentemente desencadeada por infecções virais prévias. É crucial para residentes reconhecerem a apresentação clínica e a história natural da doença para evitar intervenções desnecessárias. O diagnóstico da PTI é de exclusão, baseado na presença de plaquetopenia isolada em um paciente com exame físico normal, exceto pelas manifestações hemorrágicas cutâneas (petéquias, equimoses). A medula óssea geralmente mostra megacariócitos normais ou aumentados. A suspeita deve surgir em crianças com sangramento mucocutâneo e história recente de infecção viral. O tratamento da PTI pediátrica depende da gravidade do sangramento e da contagem de plaquetas. Em crianças com bom estado geral e plaquetas acima de 20.000-30.000/mm³, a conduta expectante é a preferida, com observação e orientação aos pais. Corticosteroides ou imunoglobulina são reservados para sangramentos graves ou risco iminente de complicações, como hemorragia intracraniana.
A conduta expectante é indicada para crianças com PTI que apresentam bom estado geral, sem sangramentos graves e com contagem de plaquetas geralmente acima de 20.000-30.000/mm³. A maioria dos casos se resolve espontaneamente.
O tratamento com corticosteroides ou imunoglobulina intravenosa (IVIG) é reservado para crianças com PTI que apresentam sangramentos clinicamente significativos (ex: hemorragia intracraniana, sangramento gastrointestinal grave) ou plaquetopenia extrema com alto risco de sangramento.
A PTI em crianças frequentemente ocorre após uma infecção viral, onde o sistema imune produz autoanticorpos contra as plaquetas, levando à sua destruição acelerada. É uma condição autolimitada na maioria dos casos pediátricos.
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