Trombocitopenia Espúria: Diagnóstico e Manejo da Plaquetopenia

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021

Enunciado

Uma mulher de 35 anos descobre uma plaquetopenia (15.000/uL) em um hemograma solicitado em um contexto de check up. Não há alterações das demais séries. O exame clínico é normal. O diagnóstico mais provável é

Alternativas

  1. A) púrpura trombocitopênica imune
  2. B) púrpura trombocitopênica trombótica.
  3. C) leucemia linfoblástica aguda
  4. D) trombocitopenia espúria.
  5. E) doença de von Willebrand.

Pérola Clínica

Plaquetopenia isolada grave (15.000/uL) + exame clínico normal + demais séries normais → Trombocitopenia espúria.

Resumo-Chave

Uma plaquetopenia grave e isolada (15.000/uL) em um paciente assintomático e com exame clínico normal, sem alterações nas outras séries do hemograma, é altamente sugestiva de trombocitopenia espúria. Este fenômeno ocorre devido à aglutinação das plaquetas in vitro, geralmente induzida pelo EDTA, resultando em uma contagem falsamente baixa. A confirmação é feita por esfregaço de sangue periférico ou nova coleta com citrato.

Contexto Educacional

A descoberta de uma plaquetopenia em um hemograma de rotina, especialmente quando o paciente é assintomático e o exame físico é normal, exige uma abordagem diagnóstica cuidadosa. Embora a plaquetopenia possa indicar condições graves, como púrpura trombocitopênica imune (PTI), púrpura trombocitopênica trombótica (PTT) ou leucemias, a primeira consideração deve ser a trombocitopenia espúria. A trombocitopenia espúria é um artefato laboratorial comum, onde a contagem de plaquetas é falsamente baixa devido à aglutinação das plaquetas in vitro, geralmente em resposta ao EDTA, o anticoagulante padrão dos tubos de coleta. Outras causas incluem plaquetas gigantes que não são reconhecidas como tal pelo contador automático. A chave para a suspeita é a discrepância entre a contagem baixa e a ausência de sintomas hemorrágicos ou outras anormalidades no hemograma. A confirmação é feita pela análise do esfregaço de sangue periférico, onde agregados plaquetários são visíveis, ou pela repetição da coleta com um tubo contendo citrato de sódio. É crucial diferenciar a trombocitopenia espúria de uma verdadeira plaquetopenia para evitar investigações desnecessárias e tratamentos inadequados.

Perguntas Frequentes

O que é trombocitopenia espúria e como ela ocorre?

A trombocitopenia espúria, ou pseudotrombocitopenia, é uma contagem falsamente baixa de plaquetas devido à aglutinação plaquetária in vitro, geralmente induzida pelo anticoagulante EDTA, ou pela presença de plaquetas gigantes que não são contadas corretamente pelo aparelho.

Como confirmar o diagnóstico de trombocitopenia espúria?

O diagnóstico é confirmado pela revisão do esfregaço de sangue periférico, onde se observam agregados plaquetários, ou pela repetição do hemograma com um anticoagulante diferente, como citrato de sódio, que geralmente normaliza a contagem.

Quais são os diferenciais de plaquetopenia isolada assintomática?

Além da trombocitopenia espúria, os diferenciais incluem púrpura trombocitopênica imune (PTI) em fase inicial, trombocitopenia induzida por medicamentos, infecções virais leves e, mais raramente, síndromes mielodisplásicas.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo