HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2020
Considerada recomendação para uso de antiagregantes plaquetários e anticoagulantes em pacientes oncológicos com trombocitopenia o item:
Paciente oncológico trombocitopênico: Manter AAS para doença coronária se plaquetas > 50.000/mm³.
Em pacientes oncológicos com trombocitopenia, a decisão de manter ou iniciar antiagregantes ou anticoagulantes é complexa e deve equilibrar o risco trombótico e o risco de sangramento. O ácido acetilsalicílico (AAS) para doença coronária estabelecida geralmente pode ser mantido se a contagem de plaquetas estiver acima de um limiar seguro (tipicamente > 50.000/mm³), devido ao alto risco cardiovascular.
Pacientes oncológicos frequentemente apresentam trombocitopenia devido à quimioterapia, radioterapia, infiltração medular ou síndromes paraneoplásicas. Ao mesmo tempo, esses pacientes têm um risco aumentado de eventos trombóticos (tromboembolismo venoso e arterial) devido ao estado pró-trombótico associado ao câncer. A decisão de usar ou manter antiagregantes plaquetários e anticoagulantes em pacientes oncológicos com trombocitopenia é um desafio clínico. É fundamental equilibrar o risco de sangramento (diretamente relacionado à contagem de plaquetas e outras comorbidades) com o risco de trombose (especialmente em condições como doença coronária estabelecida ou tromboembolismo prévio). As diretrizes geralmente recomendam a suspensão de antiagregantes e anticoagulantes se a contagem de plaquetas for muito baixa (ex: < 20.000-30.000/mm³ para antiagregantes, < 50.000/mm³ para anticoagulantes). No entanto, em pacientes com doença coronária estabelecida, o ácido acetilsalicílico (AAS) em baixa dose pode ser mantido se as plaquetas estiverem acima de 50.000/mm³, com monitoramento rigoroso, devido ao alto risco de eventos cardiovasculares.
Embora não haja um consenso absoluto, muitos guidelines sugerem que o AAS pode ser mantido com segurança se a contagem de plaquetas for > 50.000/mm³, especialmente em pacientes com alto risco cardiovascular.
O principal risco é o sangramento, que pode ser grave e fatal, especialmente em pacientes com trombocitopenia acentuada ou outras comorbidades que aumentam o risco hemorrágico, como disfunção renal ou hepática.
A anticoagulação profilática para tromboembolismo venoso (TEV) em pacientes oncológicos é geralmente contraindicada se a contagem de plaquetas for < 50.000/mm³. Em casos de TEV estabelecido, a decisão de anticoagular com plaquetas baixas é individualizada, pesando o risco de trombose versus sangramento.
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