Tromboangeíte Obliterante (Buerger): Perfil Epidemiológico

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2025

Enunciado

Qual é o perfil epidemiológico mais comumente encontrado para a doença que apresenta os achados abaixo?

Alternativas

  1. A) Sexo masculino, 7 anos.
  2. B) Sexo masculino, 35 anos.
  3. C) Sexo feminino, 40 anos.
  4. D) Sexo feminino, 70 anos.

Pérola Clínica

Homem jovem + tabagista + isquemia distal de membros → Pensar em Tromboangeíte Obliterante (Buerger).

Resumo-Chave

A Doença de Buerger é uma vasculite não aterosclerótica fortemente associada ao tabagismo, afetando vasos pequenos e médios de homens jovens.

Contexto Educacional

A Tromboangeíte Obliterante (TAO) é uma vasculite inflamatória oclusiva. Diferente da aterosclerose, ela preserva a arquitetura da parede do vaso, mas apresenta trombos hipercelulares que ocluem o lúmen. O perfil clássico é o homem entre 20 e 45 anos. A fisiopatologia envolve uma hipersensibilidade tardia a componentes do tabaco. O tratamento medicamentoso (como iloprost ou bloqueadores de canais de cálcio) tem eficácia limitada; o pilar absoluto é a abstinência total do tabaco. Casos refratários podem necessitar de simpatectomia ou revascularização distal complexa.

Perguntas Frequentes

Qual a principal associação etiológica da Doença de Buerger?

O uso de tabaco (cigarro, charuto ou tabaco de mascar) é o fator central tanto para o desenvolvimento quanto para a progressão da doença. A cessação completa do tabagismo é a única intervenção que comprovadamente interrompe a progressão da isquemia e evita amputações.

Quais são os achados clínicos típicos?

A tríade clássica inclui claudicação distal (pés e mãos), fenômeno de Raynaud e tromboflebite superficial migratória. Com a progressão, surgem úlceras isquêmicas dolorosas e gangrena nas pontas dos dedos, muitas vezes exigindo amputação se o paciente continuar fumando.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é clínico-radiológico, baseado na idade (< 45 anos), história de tabagismo, isquemia distal e exclusão de fontes embólicas ou doenças autoimunes. A angiografia mostra o aspecto de 'saca-rolhas' ou 'contas de rosário' nas artérias distais, com preservação dos vasos proximais.

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