UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Homem de 38 anos com queixa de claudicação intermitente para 100 metros. Apresenta fenômeno de Raynaud em MMII e episódios de tromboflebite migratória em veias superficiais distais. AP: tabagista. EF do membro acometido: pulso poplíteo presente e tibiais anterior e posterior ausentes. A conduta é:
Buerger = Homem jovem + Tabagista + Claudicação distal + Tromboflebite migratória → Parar de fumar é a única cura.
A Doença de Buerger é uma vasculite não aterosclerótica fortemente associada ao tabaco. A suspensão absoluta do fumo é a única medida eficaz para evitar a progressão e amputações.
A Tromboangeíte Obliterante (Doença de Buerger) é uma vasculite inflamatória oclusiva que afeta predominantemente homens jovens (geralmente < 45 anos) com história de tabagismo pesado. Caracteriza-se por acometimento distal, preservando pulsos proximais (como o poplíteo), mas com ausência de pulsos distais (tibiais e radiais). O manejo clínico foca na suspensão total de qualquer forma de tabaco ou nicotina. Terapias adjuvantes como análogos de prostaglandina (iloprost) podem ser usadas em casos graves de isquemia crítica, mas o sucesso terapêutico é nulo se o paciente mantiver o tabagismo.
A tríade clássica consiste em: 1) Claudicação intermitente de extremidades (frequentemente distal, afetando pés e mãos); 2) Fenômeno de Raynaud; 3) Tromboflebite superficial migratória.
Diferente da aterosclerose comum, a Tromboangeíte Obliterante é uma reação inflamatória diretamente ligada a componentes do tabaco. A continuidade do hábito leva invariavelmente à oclusão arterial progressiva e gangrena, enquanto a interrupção costuma estabilizar a doença.
A angiografia costuma mostrar oclusões segmentares de artérias de pequeno e médio calibre (distais), com a presença de vasos colaterais em 'saca-rolhas' ou 'rabo de porco' (vasos de Martorell).
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