ENARE/ENAMED — Prova 2021
Dentre as seguintes doenças, assinale aquela que tem mais importante relação com tabagismo, com alta prevalência nos doentes.
Tromboangeíte obliterante (Doença de Buerger) = relação causal e exclusiva com tabagismo.
A tromboangeíte obliterante, também conhecida como Doença de Buerger, é uma vasculite inflamatória segmentar e oclusiva que afeta pequenas e médias artérias e veias das extremidades. Sua relação com o tabagismo é tão forte que é considerada uma doença tabaco-induzida, sendo a cessação do tabagismo a única medida capaz de interromper sua progressão.
A tromboangeíte obliterante, também conhecida como Doença de Buerger, é uma vasculite inflamatória segmentar e oclusiva que afeta pequenas e médias artérias e veias das extremidades, predominantemente nos membros inferiores. Caracteriza-se por isquemia progressiva, que pode levar a úlceras, gangrena e, em casos graves, amputações. A doença é rara e afeta principalmente homens jovens (20-45 anos) com histórico de tabagismo intenso, sendo sua prevalência significativamente maior em regiões com alta taxa de consumo de tabaco. A fisiopatologia exata da tromboangeíte obliterante não é totalmente compreendida, mas há uma relação causal quase exclusiva e inegável com o tabagismo. Acredita-se que componentes do tabaco induzam uma resposta inflamatória e autoimune que danifica o endotélio vascular, levando à formação de trombos e oclusão dos vasos. Os sintomas incluem claudicação intermitente, fenômeno de Raynaud, dor em repouso e lesões isquêmicas nas extremidades. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas, exclusão de outras causas de vasculite e angiografia, que pode mostrar oclusões segmentares e vasos colaterais em 'saca-rolhas'. O tratamento mais crucial e eficaz para a tromboangeíte obliterante é a cessação completa e permanente do tabagismo. Sem a interrupção do tabaco, a doença invariavelmente progride, resultando em amputações. Outras medidas incluem o manejo da dor, cuidados com as feridas, e, em alguns casos, medicamentos vasodilatadores ou simpatectomia para alívio sintomático. No entanto, nenhuma terapia é tão eficaz quanto a cessação do tabagismo na prevenção da progressão da doença. A educação do paciente sobre a importância vital de parar de fumar é fundamental para o prognóstico.
Os sintomas incluem dor nas extremidades (claudicação intermitente), fenômeno de Raynaud, úlceras isquêmicas e gangrena digital, principalmente nos dedos das mãos e dos pés. A doença afeta predominantemente homens jovens tabagistas.
Acredita-se que o tabagismo induza uma resposta inflamatória e autoimune nos vasos sanguíneos, levando à oclusão progressiva. Componentes do tabaco podem ser diretamente tóxicos para o endotélio vascular ou atuar como antígenos, desencadeando a vasculite.
A cessação completa e permanente do tabagismo é a medida terapêutica mais importante e eficaz. Sem a interrupção do tabaco, a doença invariavelmente progride, levando a amputações. Outras terapias são apenas de suporte para alívio dos sintomas.
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