Trombectomia Mecânica no AVC Isquêmico: Indicações e Janela

HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2021

Enunciado

Mulher, 56 anos, procurou pronto socorro com quadro de fraqueza à direita e alteração de fala com início há 5 horas e 30 minutos de admissão. Ao exame neurológico, apresentou-se com desvio de olhar conjugado para esquerda, paralisia facial central à direita, hemiplegia direita, afasia, com pontuação de 18 em NIHSS. Realizada TC e angioTC de crânio após 15 minutos de admissão, que revelaram as imagens a seguir: Assinale a alternativa acerca da conduta nesse cenário:

Alternativas

  1. A) A angioTC não mostra oclusão, logo o paciente deve ser encaminhado para cuidados clínicos.
  2. B) A angioTC mostra oclusão de segmento M1 de artéria cerebral média esquerda, logo o paciente é candidato a trombectomia mecânica.
  3. C) A angioTC mostra oclusão de segmento M2 de artéria cerebral média esquerda, logo o paciente não é candidato a trombectomia mecânica.
  4. D) A angioTC mostra oclusão de segmento M1 de artéria cerebral média esquerda, logo o paciente não é candidato a trombectomia mecânica
  5. E) A angioTC mostra oclusão de segmento M2 de artéria cerebral média esquerda, logo o paciente é candidato a trombectomia mecânica.

Pérola Clínica

AVC isquêmico agudo com NIHSS alto e oclusão de grande vaso (M1/M2) em janela estendida → Trombectomia mecânica.

Resumo-Chave

Pacientes com AVC isquêmico agudo e oclusão de grandes vasos (como M1 ou M2 da artéria cerebral média) que se apresentam dentro da janela terapêutica estendida (até 24 horas em casos selecionados com avaliação por imagem) são candidatos à trombectomia mecânica, especialmente com NIHSS elevado.

Contexto Educacional

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico é uma emergência neurológica que exige reconhecimento e tratamento rápidos para minimizar o dano cerebral. A trombectomia mecânica revolucionou o manejo de pacientes com oclusão de grandes vasos, sendo uma intervenção crucial para o residente dominar. A identificação precoce dos sintomas e a avaliação rápida são vitais. A fisiopatologia do AVC isquêmico envolve a interrupção do fluxo sanguíneo para uma área do cérebro, levando à isquemia e, se não revertida, ao infarto. A suspeita deve ser alta em pacientes com déficits neurológicos focais de início súbito. A angioTC de crânio é essencial para confirmar a oclusão de grande vaso e guiar a decisão sobre a trombectomia, especialmente em janelas estendidas, onde a avaliação do tecido cerebral em risco é fundamental. A trombectomia mecânica visa a revascularização do vaso ocluído, restaurando o fluxo sanguíneo e salvando o tecido cerebral. O prognóstico é significativamente melhorado quando o procedimento é realizado dentro da janela terapêutica e com sucesso na recanalização. Pontos de atenção incluem a seleção rigorosa dos pacientes, o tempo porta-punção e o manejo pós-procedimento para prevenir complicações como a transformação hemorrágica.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para indicação de trombectomia mecânica no AVC isquêmico?

Os critérios incluem oclusão de grande vaso (M1, M2, carótida interna), NIHSS elevado, tempo de início dos sintomas (até 6 horas, ou até 24 horas com critérios de imagem), e ausência de grande área de infarto estabelecido.

Qual a importância da escala NIHSS no manejo do AVC isquêmico?

A escala NIHSS quantifica o déficit neurológico, auxiliando na avaliação da gravidade do AVC, na tomada de decisão terapêutica (trombolise, trombectomia) e no monitoramento da evolução do paciente.

Como a angioTC auxilia na decisão da trombectomia?

A angioTC é fundamental para identificar a oclusão de grande vaso, sua localização (M1, M2, etc.) e a extensão do trombo, informações cruciais para determinar a elegibilidade do paciente para trombectomia mecânica.

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