Síndrome de Down: Sinais Clínicos no Neonato

FHSTE - Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim (RS) — Prova 2021

Enunciado

Neonato, sexo feminino, nasce de parto vaginal, 36 semanas, P: 2.000g, E: 40 cm PC: 28 cm, APGAR: 7/8. Mãe com 38 anos fez pré-natal completo e não apresentou intercorrências clínicas durante a gestação e parto. Desenvolve desconforto respiratório precoce e mesmo após colocação sob capacete de oxigênio, mantém oximetria de 80%. Observa-se hipoatividade e hiporreatividade ao manuseio, postura de extensão dos membros superiores e inferiores, cabeça pende para trás durante a manobra de tração, dificuldade de liberação de vias aéreas, braquicefalia, fissuras palpebrais inclinadas para cima, braquidactilia, língua protrusa e boca entreaberta. O diagnóstico mais provável é trissarnia do cromossoma:

Alternativas

  1. A) 8
  2. B) 13
  3. C) 18
  4. D) 21

Pérola Clínica

Neonato com hipotonia, braquicefalia, fissuras palpebrais ↑, língua protrusa → Trissomia 21 (Síndrome de Down).

Resumo-Chave

A Síndrome de Down (Trissomia do Cromossomo 21) é a cromossomopatia mais comum, caracterizada por hipotonia neonatal, dismorfias faciais típicas (braquicefalia, fissuras palpebrais inclinadas para cima, língua protrusa) e, frequentemente, desconforto respiratório e cardiopatias congênitas. A idade materna avançada é um fator de risco.

Contexto Educacional

A Síndrome de Down, ou Trissomia do Cromossomo 21, é a cromossomopatia mais comum, resultante da presença de uma cópia extra do cromossomo 21. É uma condição genética que afeta o desenvolvimento físico e intelectual, sendo a idade materna avançada um dos principais fatores de risco. O diagnóstico clínico pode ser suspeitado ao nascimento com base em um conjunto de características dismórficas e hipotonia. No neonato, os sinais clínicos sugestivos incluem hipotonia generalizada, que se manifesta como hipoatividade e dificuldade em manter a postura, além de características faciais típicas como braquicefalia, fissuras palpebrais inclinadas para cima, pregas epicânticas, ponte nasal achatada, língua protrusa e boca entreaberta. Outros achados comuns são braquidactilia, prega palmar única e, frequentemente, cardiopatias congênitas (como defeito do septo atrioventricular) e problemas gastrointestinais. O desconforto respiratório precoce pode ser uma manifestação da hipotonia, macroglossia ou de anomalias cardíacas associadas. A confirmação diagnóstica é feita por cariótipo. O manejo do neonato com Síndrome de Down requer uma abordagem multidisciplinar, focando no suporte respiratório, avaliação cardíaca e gastrointestinal, e acompanhamento do desenvolvimento neuropsicomotor. O reconhecimento precoce dessas características é fundamental para iniciar as intervenções necessárias e oferecer o suporte adequado à família.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais características físicas da Síndrome de Down em neonatos?

Neonatos com Síndrome de Down frequentemente apresentam hipotonia, braquicefalia, fissuras palpebrais inclinadas para cima, pregas epicânticas, língua protrusa, boca entreaberta, ponte nasal achatada, braquidactilia e prega palmar única (prega simiesca).

Por que neonatos com Síndrome de Down podem apresentar desconforto respiratório?

O desconforto respiratório em neonatos com Síndrome de Down pode ser multifatorial, incluindo hipotonia muscular (que afeta a mecânica respiratória e a liberação de vias aéreas), macroglossia, anomalias cardíacas congênitas e maior risco de aspiração.

Qual a relação entre a idade materna e a Síndrome de Down?

A idade materna avançada é um fator de risco bem estabelecido para a Síndrome de Down. O risco de ter um filho com trissomia do cromossomo 21 aumenta significativamente após os 35 anos de idade da mãe.

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