USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2024
Quais são os limites do trígono inguinal e quais estruturas anatômicas formam os anéis inguinais superficial e profundo?
Trígono Inguinal: Vasos Epigástricos (Lateral) + Reto Abdominal (Medial) + Lig. Inguinal (Inferior).
O trígono de Hesselbach é a zona de fraqueza da parede posterior por onde protruem as hérnias diretas; o anel profundo é uma abertura na fáscia transversal.
O conhecimento detalhado da anatomia da região inguinal é fundamental para a compreensão da fisiopatologia das hérnias e para a técnica cirúrgica. O trígono de Hesselbach define o espaço onde a pressão intra-abdominal vence a resistência da parede posterior (fáscia transversal), caracterizando a hérnia direta. Já a relação com os vasos epigástricos inferiores é o marco anatômico clássico: hérnias laterais aos vasos são indiretas (pelo anel profundo), enquanto as mediais são diretas. A integridade da aponeurose do oblíquo externo e da fáscia transversal é o que garante a continência do canal inguinal.
O trígono inguinal, ou de Hesselbach, é delimitado lateralmente pelos vasos epigástricos inferiores (profundos), medialmente pela borda lateral do músculo reto do abdome e inferiormente pelo ligamento inguinal (ligamento de Poupart). É uma região de fraqueza da fáscia transversal, sendo o local de ocorrência das hérnias inguinais diretas.
O anel inguinal superficial é uma abertura triangular na aponeurose do músculo oblíquo externo, localizada logo acima e lateralmente ao tubérculo púbico. Ele representa a saída do canal inguinal, por onde passam o cordão espermático no homem ou o ligamento redondo do útero na mulher.
O anel inguinal profundo é uma invaginação da fáscia transversal, localizada lateralmente aos vasos epigástricos inferiores. Ele marca a entrada do canal inguinal e é o ponto de origem das hérnias inguinais indiretas, que acompanham o trajeto do conduto peritoneovaginal patente.
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