HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2019
São limites trígono de Calot:
O trígono de Calot é delimitado pelo ducto cístico, ducto hepático comum e borda inferior do fígado.
O trígono de Calot, também conhecido como triângulo cisto-hepático, é uma área anatômica de grande importância cirúrgica na colecistectomia. Sua correta identificação é crucial para evitar lesões iatrogênicas das vias biliares e da artéria hepática, que frequentemente cursa dentro ou próximo a essa região.
O trígono de Calot, também conhecido como triângulo cisto-hepático, é uma região anatômica de extrema relevância na cirurgia biliar, particularmente na colecistectomia. Sua correta identificação e dissecção são passos críticos para a segurança do procedimento, visando prevenir lesões iatrogênicas das vias biliares e estruturas vasculares adjacentes. Este conhecimento é indispensável para residentes de cirurgia geral. Os limites clássicos do trígono de Calot são: inferiormente, o ducto cístico; medialmente, o ducto hepático comum; e superiormente, a borda inferior do fígado. É importante notar que, embora a artéria cística seja frequentemente encontrada dentro deste triângulo, ela não é um de seus limites definidores na descrição clássica. A fisiopatologia das lesões biliares durante a colecistectomia muitas vezes reside na falha em identificar corretamente essas estruturas anatômicas, especialmente em cenários de inflamação aguda (colecistite aguda) ou variações anatômicas. A identificação precisa do trígono de Calot é o primeiro passo para a "visão crítica de segurança" na colecistectomia, que envolve a exposição de apenas duas estruturas entrando na vesícula biliar (ducto cístico e artéria cística) e a visualização clara do leito hepático. O tratamento de lesões biliares é complexo e pode exigir cirurgias reconstrutivas. Portanto, a prevenção através do conhecimento anatômico aprofundado e técnica cirúrgica meticulosa é a melhor abordagem. A compreensão dos limites e do conteúdo do trígono de Calot é um pilar para a prática segura da cirurgia biliar.
A identificação precisa do trígono de Calot é fundamental para a segurança da colecistectomia, pois permite a dissecção e ligadura seguras do ducto cístico e da artéria cística, minimizando o risco de lesão das vias biliares principais (ducto hepático comum ou colédoco) e da artéria hepática direita.
Dentro do trígono de Calot, além do ducto cístico e do ducto hepático comum que formam seus limites, a artéria cística é a estrutura mais importante e frequentemente encontrada. Variações anatômicas da artéria hepática direita ou ductos biliares acessórios também podem estar presentes.
A artéria cística geralmente se origina da artéria hepática direita e cursa dentro do trígono de Calot para irrigar a vesícula biliar. No entanto, suas variações anatômicas de origem e trajeto são comuns, exigindo atenção do cirurgião para evitar lesões durante a dissecção.
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