Trígono de Callot: Anatomia Cirúrgica e Riscos

PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2022

Enunciado

Durante uma colecistectomia, qual é a estrutura que pode ser mais facilmente lesada no trígono de Callot, no momento de sua exposição?

Alternativas

  1. A) Artéria Hepática esquerda
  2. B) Artéria Hepática direita
  3. C) Duodeno
  4. D) Ducto hepático esquerdo

Pérola Clínica

Trígono de Callot → Limites: ducto cístico, ducto hepático comum, borda inferior do fígado. Artéria cística e, ocasionalmente, artéria hepática direita estão dentro.

Resumo-Chave

O trígono de Callot é uma área anatômica crucial na colecistectomia. Embora a artéria cística seja a estrutura mais comumente ligada, a artéria hepática direita pode ter um curso anômalo dentro ou próximo ao trígono, tornando-a vulnerável a lesões durante a dissecção, especialmente em variações anatômicas.

Contexto Educacional

O trígono de Callot, também conhecido como triângulo hepatocístico, é uma região anatômica de extrema importância na cirurgia biliar, especialmente durante a colecistectomia. Seus limites clássicos são o ducto cístico (lateralmente), o ducto hepático comum (medialmente) e a borda inferior do fígado (superiormente). Dentro deste triângulo, encontram-se estruturas vitais como a artéria cística, linfonodos e, ocasionalmente, variações anatômicas de vasos e ductos. A importância clínica do trígono de Callot reside na necessidade de identificação precisa e dissecção cuidadosa de suas estruturas para evitar lesões iatrogênicas graves. A artéria cística, que irriga a vesícula biliar, é a estrutura mais comumente ligada e seccionada. No entanto, variações anatômicas são frequentes e representam um desafio. A artéria hepática direita, por exemplo, pode ter um curso anômalo, passando através ou adjacente ao trígono, tornando-a particularmente vulnerável a lesões. O tratamento cirúrgico da colecistectomia exige um conhecimento aprofundado dessa anatomia. A lesão da artéria hepática direita pode levar a complicações isquêmicas graves do fígado, enquanto a lesão dos ductos biliares pode resultar em fístulas, estenoses e necessidade de reoperações complexas. Portanto, a dissecção cuidadosa e a "visão crítica de segurança" são princípios fundamentais para minimizar os riscos durante a exposição e ligadura das estruturas no trígono de Callot.

Perguntas Frequentes

Quais são os limites anatômicos do trígono de Callot?

O trígono de Callot é delimitado pelo ducto cístico lateralmente, o ducto hepático comum medialmente e a borda inferior do fígado superiormente.

Qual a estrutura mais comumente ligada no trígono de Callot durante a colecistectomia?

A artéria cística é a estrutura mais comumente ligada e seccionada no trígono de Callot durante a colecistectomia, sendo o suprimento arterial da vesícula biliar.

Por que a artéria hepática direita é vulnerável a lesões no trígono de Callot?

A artéria hepática direita é vulnerável devido a variações anatômicas, onde pode cruzar o trígono de Callot ou passar muito próximo a ele, aumentando o risco de lesão durante a dissecção, especialmente se houver inflamação ou fibrose.

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