PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2022
Durante uma colecistectomia, qual é a estrutura que pode ser mais facilmente lesada no trígono de Callot, no momento de sua exposição?
Trígono de Callot → Limites: ducto cístico, ducto hepático comum, borda inferior do fígado. Artéria cística e, ocasionalmente, artéria hepática direita estão dentro.
O trígono de Callot é uma área anatômica crucial na colecistectomia. Embora a artéria cística seja a estrutura mais comumente ligada, a artéria hepática direita pode ter um curso anômalo dentro ou próximo ao trígono, tornando-a vulnerável a lesões durante a dissecção, especialmente em variações anatômicas.
O trígono de Callot, também conhecido como triângulo hepatocístico, é uma região anatômica de extrema importância na cirurgia biliar, especialmente durante a colecistectomia. Seus limites clássicos são o ducto cístico (lateralmente), o ducto hepático comum (medialmente) e a borda inferior do fígado (superiormente). Dentro deste triângulo, encontram-se estruturas vitais como a artéria cística, linfonodos e, ocasionalmente, variações anatômicas de vasos e ductos. A importância clínica do trígono de Callot reside na necessidade de identificação precisa e dissecção cuidadosa de suas estruturas para evitar lesões iatrogênicas graves. A artéria cística, que irriga a vesícula biliar, é a estrutura mais comumente ligada e seccionada. No entanto, variações anatômicas são frequentes e representam um desafio. A artéria hepática direita, por exemplo, pode ter um curso anômalo, passando através ou adjacente ao trígono, tornando-a particularmente vulnerável a lesões. O tratamento cirúrgico da colecistectomia exige um conhecimento aprofundado dessa anatomia. A lesão da artéria hepática direita pode levar a complicações isquêmicas graves do fígado, enquanto a lesão dos ductos biliares pode resultar em fístulas, estenoses e necessidade de reoperações complexas. Portanto, a dissecção cuidadosa e a "visão crítica de segurança" são princípios fundamentais para minimizar os riscos durante a exposição e ligadura das estruturas no trígono de Callot.
O trígono de Callot é delimitado pelo ducto cístico lateralmente, o ducto hepático comum medialmente e a borda inferior do fígado superiormente.
A artéria cística é a estrutura mais comumente ligada e seccionada no trígono de Callot durante a colecistectomia, sendo o suprimento arterial da vesícula biliar.
A artéria hepática direita é vulnerável devido a variações anatômicas, onde pode cruzar o trígono de Callot ou passar muito próximo a ele, aumentando o risco de lesão durante a dissecção, especialmente se houver inflamação ou fibrose.
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