IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Sobre a tricotomia, assinale a alternativa correta.
Tricotomia pré-operatória → ideal até 2h antes da cirurgia, preferencialmente com máquina elétrica, para ↓ risco de ISC.
A tricotomia, quando necessária, deve ser realizada o mais próximo possível do procedimento cirúrgico, idealmente até 2 horas antes, para minimizar o tempo de exposição da pele a microlesões que podem servir como porta de entrada para bactérias e aumentar o risco de infecção do sítio cirúrgico (ISC). O uso de lâminas de barbear é desaconselhado devido ao maior risco de microtraumas.
A tricotomia pré-operatória é um procedimento que visa remover pelos da área cirúrgica para facilitar a antissepsia e a incisão. Embora sua necessidade seja debatida, quando indicada, deve seguir rigorosas diretrizes para não aumentar o risco de Infecção do Sítio Cirúrgico (ISC), que representa uma das complicações mais comuns e onerosas em cirurgia. A compreensão das melhores práticas é crucial para a segurança do paciente e para a formação de residentes. A fisiopatologia do aumento do risco de ISC por tricotomia inadequada reside nas microlesões cutâneas que podem ser causadas, especialmente por lâminas de barbear. Essas lesões criam portas de entrada para a microbiota cutânea, que pode então proliferar e infectar o sítio cirúrgico. Por isso, a recomendação é realizar a tricotomia o mais próximo possível do ato cirúrgico (até 2 horas antes) e utilizar métodos que minimizem o trauma à pele, como máquinas elétricas ou tesouras. O manejo adequado da tricotomia é um ponto chave na prevenção de ISC. Além do tempo e método, a higiene pré-operatória do paciente e a técnica asséptica da equipe são fundamentais. Residentes devem estar cientes de que, em muitos casos, a tricotomia pode ser desnecessária, e sua indicação deve ser avaliada criteriosamente, priorizando sempre a segurança e o bem-estar do paciente.
A tricotomia deve ser realizada o mais próximo possível do procedimento, idealmente até 2 horas antes, para reduzir o risco de colonização bacteriana nas microlesões cutâneas.
É preferível o uso de máquinas elétricas ou tesouras para aparar os pelos, evitando lâminas de barbear que podem causar microlesões e aumentar o risco de infecção.
A tricotomia, especialmente com lâminas, pode criar pequenas lesões na pele que servem como porta de entrada para bactérias, aumentando a probabilidade de infecção pós-operatória.
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