PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2023
Maria de Lourdes, 39 anos, procura a UBS pois vem apresentando corrimento vaginal. Refere que o corrimento já vem há algum tempo, mas nos últimos dias começou a arder e a quantidade aumentou. Durante o exame físico o médico identifica secreção amarelo-esverdeada bolhosa, com pontos de hiperemia no colo uterino. O diagnóstico e tratamento são, respectivamente:
Corrimento amarelo-esverdeado bolhoso + pontos de hiperemia no colo → Tricomoníase. Tratar parceiro.
O corrimento vaginal amarelo-esverdeado, bolhoso, com pontos de hiperemia no colo uterino (colpite em framboesa) é patognomônico de vaginose por Trichomonas vaginalis. Por ser uma infecção sexualmente transmissível (IST), o tratamento com metronidazol deve ser estendido ao parceiro sexual para evitar reinfecção.
A tricomoníase vaginal é uma das infecções sexualmente transmissíveis (IST) mais comuns, causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis. O quadro clínico típico, como o descrito na questão, inclui corrimento vaginal abundante, amarelo-esverdeado, bolhoso e com odor fétido, frequentemente acompanhado de prurido, disúria e dispareunia. O achado de pontos de hiperemia no colo uterino, conhecido como "colpite em framboesa", é um sinal clássico, embora não exclusivo, da tricomoníase. O diagnóstico é primariamente clínico, mas pode ser confirmado por microscopia direta do corrimento vaginal (exame a fresco), onde se observam os trofozoítos móveis do Trichomonas. O pH vaginal geralmente está elevado (>4,5). É crucial diferenciar a tricomoníase de outras causas de corrimento, como a vaginose bacteriana (que não causa inflamação e tem corrimento acinzentado) e a candidíase vulvovaginal (corrimento branco, grumoso e intenso prurido). O tratamento de escolha é o metronidazol, que pode ser administrado em dose única (2g via oral) ou em esquema de 7 dias (400-500mg via oral, 2x/dia). É imperativo que o parceiro sexual seja tratado simultaneamente, mesmo que assintomático, para prevenir a reinfecção e interromper a cadeia de transmissão. A não adesão ao tratamento do parceiro é uma causa comum de falha terapêutica. Para residentes, a identificação dos sinais clássicos e a conduta de tratar o parceiro são pontos essenciais.
A tricomoníase é classicamente caracterizada por corrimento vaginal abundante, amarelo-esverdeado, bolhoso e com odor fétido. Pode haver prurido, disúria e dispareunia. Ao exame especular, observa-se hiperemia da mucosa vaginal e, em cerca de 10-30% dos casos, a colpite em framboesa no colo uterino.
O tratamento de escolha é o metronidazol, seja em dose única (2g via oral) ou por 7 dias (400-500mg de 8/8h ou 12/12h via oral). O parceiro sexual deve ser tratado simultaneamente, mesmo que assintomático, pois a tricomoníase é uma IST e o não tratamento do parceiro leva à reinfecção e falha terapêutica.
A tricomoníase se diferencia da candidíase (corrimento branco, grumoso, prurido intenso) e da vaginose bacteriana (corrimento branco-acinzentado, homogêneo, odor de peixe, sem inflamação). O pH vaginal na tricomoníase é geralmente >4,5, e a microscopia pode revelar os protozoários móveis.
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