Tricomoníase Vaginal: Diagnóstico e Tratamento no SUS

SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025

Enunciado

Uma paciente de 32 anos de idade, sexualmente ativa, comparece com queixa de corrimento vaginal amarelo-esverdeado, com odor fétido, e prurido vaginal. Ela relata que o parceiro teve sintomas semelhantes há algumas semanas, mas não procurou atendimento. Ao exame ginecológico, observa-se uma vulvovaginite com colo uterino "em framboesa". Em exame de microscopia a fresco, foram visualizados protozoários móveis.A droga de escolha, disponível no SUS para este tratamento:

Alternativas

Pérola Clínica

Corrimento verde + colo em framboesa + protozoários móveis = Tricomoníase → Metronidazol.

Resumo-Chave

A tricomoníase é uma IST causada pelo Trichomonas vaginalis, caracterizada por corrimento fétido e colo uterino com petéquias. O tratamento deve incluir obrigatoriamente o parceiro.

Contexto Educacional

A tricomoníase é uma das ISTs não virais mais comuns no mundo, causada pelo protozoário flagelado Trichomonas vaginalis. Diferente da candidíase ou vaginose bacteriana, ela é estritamente transmitida por via sexual, o que exige uma abordagem de saúde pública focada na quebra da cadeia de transmissão. O achado de 'colo em framboesa' é altamente específico, embora presente em menos de 10% dos casos clínicos. No contexto do SUS, o manejo é simplificado pelo uso do Metronidazol, que apresenta alta eficácia. Médicos residentes devem estar atentos à diferenciação diagnóstica com a vaginose bacteriana, que também apresenta pH elevado e odor fétido, mas não apresenta sinais inflamatórios exuberantes como a tricomoníase. O rastreio de outras ISTs (HIV, Sífilis, Hepatites) é mandatório após o diagnóstico de tricomoníase.

Perguntas Frequentes

Qual o tratamento de escolha para tricomoníase no SUS?

O tratamento de escolha disponível no SUS é o Metronidazol. A recomendação atual para tricomoníase é o uso de Metronidazol 2g por via oral em dose única, ou alternativamente 500mg por via oral, duas vezes ao dia, por 7 dias. É fundamental orientar a abstinência alcoólica durante o uso da medicação devido ao efeito antabuse (dissulfiram-like) e garantir que todos os parceiros sexuais dos últimos 60 dias sejam tratados simultaneamente para evitar a reinfecção.

Como é feito o diagnóstico clínico e laboratorial da tricomoníase?

O diagnóstico clínico baseia-se na presença de corrimento amarelo-esverdeado, bolhoso e fétido, associado ao sinal do 'colo em framboesa' (colpite macular) observado na colposcopia ou exame especular. Laboratorialmente, o padrão-ouro na prática clínica é o exame a fresco da secreção vaginal, onde se visualizam os protozoários flagelados móveis. O pH vaginal geralmente está elevado (> 4,5) e o teste das aminas (Whiff test) pode ser positivo.

É necessário tratar o parceiro mesmo que ele seja assintomático?

Sim, o tratamento do parceiro é obrigatório na tricomoníase, independentemente da presença de sintomas. Como se trata de uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), o parceiro atua como reservatório do protozoário. A falha em tratar o parceiro é a causa mais comum de 'falha terapêutica' aparente na mulher devido à reinfecção imediata após o término do tratamento.

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