UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2020
As vulvovaginites de maior prevalência são a vaginose bacteriana, a candidíase e a tricomoníase. São causas de leucorreia ou corrimento vaginal, prurido de intensidade variável, edema, disúria, hiperemia, dispareunia e odor. O perfeito entendimento das suas diferenças e particularidades clínicas são importantes na escolha do tratamento. Assim, para a definição de tratamento, deve-se considerar que:
Tricomoníase = corrimento fluido amarelo-esverdeado, odor fétido, colo em framboesa.
A tricomoníase vaginal é uma infecção sexualmente transmissível causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis. Caracteriza-se por um corrimento vaginal abundante, fluido, amarelado ou esverdeado, com odor fétido, prurido e disúria. O exame especular pode revelar um colo uterino com pápulas avermelhadas, classicamente descrito como 'colo em framboesa' ou 'tigroide', devido à inflamação e micro-hemorragias.
As vulvovaginites são condições ginecológicas extremamente comuns, responsáveis por grande parte das consultas ambulatoriais. As três causas mais prevalentes são a vaginose bacteriana, a candidíase vulvovaginal e a tricomoníase. O perfeito entendimento de suas diferenças clínicas é crucial para um diagnóstico preciso e um tratamento eficaz, evitando recorrências e complicações. Todas podem causar leucorreia (corrimento vaginal), prurido, edema, disúria, hiperemia e dispareunia, mas com características distintas que auxiliam no diagnóstico diferencial. A vaginose bacteriana é caracterizada por um desequilíbrio da flora vaginal, com supercrescimento de bactérias anaeróbias. O corrimento é tipicamente branco-acinzentado, homogêneo, com odor fétido de 'peixe podre', que se intensifica após o coito ou menstruação. O diagnóstico é confirmado pela presença de 'clue cells' no exame microscópico. A candidíase vulvovaginal, causada por fungos do gênero Candida (principalmente C. albicans), manifesta-se com prurido intenso, ardência, disúria e um corrimento branco, espesso, com aspecto de 'leite coalhado' que adere às paredes vaginais, geralmente sem odor fétido. A tricomoníase, uma infecção sexualmente transmissível causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, apresenta um corrimento abundante, fluido, amarelado-esverdeado, bolhoso e com odor fétido. O exame especular pode revelar um colo uterino com pápulas avermelhadas, o 'colo em framboesa' ou 'tigroide'. O tratamento é específico para cada condição. Para a vaginose bacteriana, metronidazol oral ou tópico, ou clindamicina, são as opções. A candidíase vaginal é tratada com antifúngicos, como fluconazol oral em dose única ou cremes vaginais (nistatina, miconazol, clotrimazol). Para a tricomoníase vaginal, o tratamento de eleição é o metronidazol ou secnidazol, geralmente em dose única oral, e é fundamental tratar o(s) parceiro(s) sexual(is) para evitar reinfecção. A identificação correta dos sinais e sintomas é a chave para a escolha terapêutica adequada e para a resolução do quadro clínico.
A tricomoníase vaginal tipicamente apresenta corrimento vaginal abundante, fluido, de coloração amarelada a esverdeada, com odor fétido. Pode haver prurido, ardência, disúria e dispareunia. O exame especular pode revelar hiperemia vaginal e o clássico 'colo em framboesa' ou 'tigroide'.
A candidíase vaginal geralmente causa prurido intenso, ardência e corrimento branco, espesso, com aspecto de 'leite coalhado' que adere às paredes vaginais, sem odor fétido. A vaginose bacteriana, por sua vez, apresenta corrimento branco-acinzentado, homogêneo, com odor de 'peixe podre' (especialmente após coito ou menstruação), e raramente prurido intenso.
O tratamento de eleição para a tricomoníase vaginal é o metronidazol ou secnidazol. O metronidazol pode ser administrado em dose única oral de 2g ou 500mg via oral, duas vezes ao dia, por 7 dias. O secnidazol é uma opção de dose única oral de 2g, sendo conveniente para adesão.
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