Tricomoníase Vaginal: Diagnóstico e Sinais Chave

ENARE/ENAMED — Prova 2021

Enunciado

Paciente de 37 anos procura consultório com queixa de corrimento vaginal associado à ardência, prurido e dispareunia. O exame especular mostra corrimento amareloesverdeado bolhoso e hiperemia de mucosa, sugestivo de colpite. A principal hipótese diagnóstica é

Alternativas

  1. A) candidíase vaginal.
  2. B) corpo estranho.
  3. C) tricomoníase.
  4. D) vaginose bacteriana.
  5. E) vaginose citolítica.

Pérola Clínica

Corrimento vaginal amarelo-esverdeado, bolhoso, com prurido e colpite → alta suspeita de tricomoníase.

Resumo-Chave

A paciente apresenta a tríade clássica de sintomas da tricomoníase: corrimento vaginal amarelo-esverdeado e bolhoso, associado a prurido, ardência e dispareunia, além de hiperemia de mucosa (colpite) ao exame especular. Esses achados são altamente sugestivos de infecção por Trichomonas vaginalis, um protozoário transmitido sexualmente.

Contexto Educacional

A tricomoníase é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, sendo uma das ISTs não virais mais comuns globalmente. Embora muitas infecções sejam assintomáticas, quando presentes, os sintomas podem ser bastante incômodos e impactar significativamente a qualidade de vida. É crucial para residentes de ginecologia e clínica geral reconhecer e tratar essa condição para evitar complicações e a disseminação da infecção. A tricomoníase também está associada a um risco aumentado de outras ISTs, incluindo HIV, e a desfechos adversos na gravidez. A fisiopatologia envolve a adesão do protozoário às células epiteliais da vagina e uretra, causando inflamação e irritação. Os sintomas típicos incluem corrimento vaginal amarelo-esverdeado, espumoso ou bolhoso, com odor fétido, prurido intenso, ardência, dispareunia e disúria. Ao exame especular, pode-se observar hiperemia da mucosa vaginal e cervical (colpite), e em alguns casos, o 'colo em framboesa' (strawberry cervix), devido a petéquias. A suspeita diagnóstica é clínica, mas a confirmação laboratorial é essencial. O diagnóstico é primariamente realizado pela microscopia a fresco da secreção vaginal, onde se observam os trofozoítos móveis. O tratamento é eficaz com metronidazol ou tinidazol, e é imperativo tratar todos os parceiros sexuais para evitar a reinfecção e a propagação da doença. A educação sobre práticas sexuais seguras e o uso consistente de preservativos são importantes medidas preventivas. O acompanhamento pós-tratamento pode ser necessário em casos de persistência ou recorrência dos sintomas.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da tricomoníase vaginal?

Os sintomas clássicos da tricomoníase incluem corrimento vaginal abundante, amarelo-esverdeado, espumoso ou bolhoso, com odor fétido, prurido vulvovaginal, ardência, dispareunia e disúria. A colpite (inflamação da mucosa vaginal) é um achado comum.

Como é feito o diagnóstico de tricomoníase?

O diagnóstico é feito pela visualização de trofozoítos móveis de Trichomonas vaginalis em microscopia de secreção vaginal a fresco. Outros métodos incluem cultura, testes de amplificação de ácidos nucleicos (NAATs) e testes rápidos de antígenos.

Qual o tratamento recomendado para tricomoníase?

O tratamento de escolha para tricomoníase é o metronidazol ou tinidazol, administrados por via oral, em dose única ou por 7 dias. É fundamental tratar também o(s) parceiro(s) sexual(is) para prevenir a reinfecção.

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