UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2021
Paciente, 25 anos, queixa de corrimento vaginal esverdeado, leve prurido e odor. MAC: pílula. DUM há 3 semanas. Ao exame físico, intensa hiperemia vaginal e no colo, secreção esverdeada abundante. Qual alternativa está mais adequada ao caso?
Corrimento vaginal esverdeado + prurido + odor + hiperemia → suspeitar tricomoníase; diagnóstico = microscopia a fresco.
A tricomoníase é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis. A apresentação clássica inclui corrimento vaginal bolhoso, amarelado-esverdeado, com odor fétido e prurido, além de hiperemia vaginal e cervical (colo em framboesa). O diagnóstico padrão ouro é a microscopia a fresco, que permite visualizar os trofozoítos móveis.
A tricomoníase é uma infecção sexualmente transmissível (IST) comum, causada pelo protozoário flagelado Trichomonas vaginalis, afetando principalmente mulheres, mas também homens. Sua importância clínica reside na morbidade que causa, incluindo desconforto significativo, e no aumento do risco de outras ISTs, como HIV, e complicações obstétricas. A suspeita diagnóstica surge com a tríade clássica de corrimento vaginal esverdeado/amarelado e bolhoso, prurido e odor fétido. Ao exame físico, pode-se observar hiperemia da mucosa vaginal e cervical, por vezes com o aspecto de 'colo em framboesa'. A fisiopatologia envolve a adesão do protozoário às células epiteliais e a indução de resposta inflamatória local. O diagnóstico definitivo é feito pela microscopia a fresco da secreção vaginal, que permite a visualização direta dos trofozoítos móveis. O tratamento é realizado com metronidazol ou tinidazol, e é fundamental tratar os parceiros sexuais para evitar reinfecção. A não adesão ao tratamento ou a falta de tratamento do parceiro são pontos de atenção importantes.
Os sintomas clássicos da tricomoníase incluem corrimento vaginal esverdeado ou amarelado, bolhoso, com odor fétido, prurido vulvovaginal, disúria e dispareunia. O exame físico pode revelar hiperemia vaginal e cervical, com o característico 'colo em framboesa'.
O diagnóstico de tricomoníase é primariamente clínico e confirmado pela microscopia a fresco da secreção vaginal, onde se observam os trofozoítos móveis do Trichomonas vaginalis. Testes moleculares (PCR) também podem ser utilizados, mas a microscopia a fresco é o método mais acessível e rápido.
O tratamento de escolha para tricomoníase é o metronidazol ou tinidazol, administrados por via oral. É crucial tratar também o(s) parceiro(s) sexual(is) para prevenir a reinfecção e a disseminação da doença.
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