Tricomoníase: Diagnóstico e Sinais Chave do Corrimento

UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2021

Enunciado

Paciente, 25 anos, queixa de corrimento vaginal esverdeado, leve prurido e odor. MAC: pílula. DUM há 3 semanas. Ao exame físico, intensa hiperemia vaginal e no colo, secreção esverdeada abundante. Qual alternativa está mais adequada ao caso?

Alternativas

  1. A) Uma provável vulvovaginite mista, e o padrão ouro para o diagnóstico seria biologia molecular.
  2. B) Uma provável vaginose bacteriana, e o exame de escolha seria a bacterioscopia pelo Gram.
  3. C) Há indicação de citologia oncológica para definir o diagnóstico.
  4. D) Uma provável tricomoníase, e o exame de microscopia a fresco seria o necessário para confirmar o diagnóstico.
  5. E) Recomendada a abordagem sindrômica com tratamento de amplo espectro.

Pérola Clínica

Corrimento vaginal esverdeado + prurido + odor + hiperemia → suspeitar tricomoníase; diagnóstico = microscopia a fresco.

Resumo-Chave

A tricomoníase é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis. A apresentação clássica inclui corrimento vaginal bolhoso, amarelado-esverdeado, com odor fétido e prurido, além de hiperemia vaginal e cervical (colo em framboesa). O diagnóstico padrão ouro é a microscopia a fresco, que permite visualizar os trofozoítos móveis.

Contexto Educacional

A tricomoníase é uma infecção sexualmente transmissível (IST) comum, causada pelo protozoário flagelado Trichomonas vaginalis, afetando principalmente mulheres, mas também homens. Sua importância clínica reside na morbidade que causa, incluindo desconforto significativo, e no aumento do risco de outras ISTs, como HIV, e complicações obstétricas. A suspeita diagnóstica surge com a tríade clássica de corrimento vaginal esverdeado/amarelado e bolhoso, prurido e odor fétido. Ao exame físico, pode-se observar hiperemia da mucosa vaginal e cervical, por vezes com o aspecto de 'colo em framboesa'. A fisiopatologia envolve a adesão do protozoário às células epiteliais e a indução de resposta inflamatória local. O diagnóstico definitivo é feito pela microscopia a fresco da secreção vaginal, que permite a visualização direta dos trofozoítos móveis. O tratamento é realizado com metronidazol ou tinidazol, e é fundamental tratar os parceiros sexuais para evitar reinfecção. A não adesão ao tratamento ou a falta de tratamento do parceiro são pontos de atenção importantes.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da tricomoníase vaginal?

Os sintomas clássicos da tricomoníase incluem corrimento vaginal esverdeado ou amarelado, bolhoso, com odor fétido, prurido vulvovaginal, disúria e dispareunia. O exame físico pode revelar hiperemia vaginal e cervical, com o característico 'colo em framboesa'.

Como é feito o diagnóstico de tricomoníase?

O diagnóstico de tricomoníase é primariamente clínico e confirmado pela microscopia a fresco da secreção vaginal, onde se observam os trofozoítos móveis do Trichomonas vaginalis. Testes moleculares (PCR) também podem ser utilizados, mas a microscopia a fresco é o método mais acessível e rápido.

Qual o tratamento recomendado para tricomoníase?

O tratamento de escolha para tricomoníase é o metronidazol ou tinidazol, administrados por via oral. É crucial tratar também o(s) parceiro(s) sexual(is) para prevenir a reinfecção e a disseminação da doença.

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