SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2021
Paciente de 22 anos procura o ginecologista referindo fluxo vaginal amarelo esverdeado que teve início há 5 dias, com odor discreto e às vezes prurido. Há disúria e dispareunia superficial. Ao exame físico, vulva e vagina hiperemiadas; exame especular demonstra fluxo vaginal amarelado, colo uterino com petéquias e teste de Schiller com padrão iodo malhado. A principal hipótese diagnóstica é:
Tricomoníase → fluxo amarelo-esverdeado, prurido, disúria, dispareunia, colo em framboesa (petéquias).
A tricomoníase é uma IST causada por Trichomonas vaginalis, caracterizada por vaginite com fluxo abundante, pruriginoso, e o clássico 'colo em framboesa' devido às petéquias, além de disúria e dispareunia. O teste de Schiller com padrão iodo malhado é um achado sugestivo.
A tricomoníase vaginal é uma infecção sexualmente transmissível (IST) comum, causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis. Afeta milhões de pessoas anualmente em todo o mundo, sendo uma das causas mais frequentes de vaginite. Sua importância clínica reside não apenas nos sintomas incômodos, mas também no risco aumentado de outras ISTs, complicações na gravidez e doença inflamatória pélvica. O diagnóstico da tricomoníase baseia-se na anamnese, exame físico e exames laboratoriais. A paciente tipicamente apresenta fluxo vaginal abundante, amarelo-esverdeado, espumoso, com odor fétido (embora discreto neste caso), prurido, disúria e dispareunia. Ao exame especular, o achado patognomônico é o 'colo em framboesa' (cervicite com petéquias). O teste de Schiller pode evidenciar um padrão iodo malhado. A confirmação laboratorial é feita por microscopia do fluxo vaginal (observação de tricomonas móveis), cultura ou testes moleculares. O tratamento de eleição é o metronidazol, administrado em dose única ou por sete dias, tanto para a paciente quanto para seu(s) parceiro(s) sexual(is) para prevenir a reinfecção. É fundamental orientar sobre abstinência sexual durante o tratamento e o uso de preservativos para prevenir futuras ISTs. A não adesão ao tratamento do parceiro é uma causa comum de falha terapêutica e recorrência.
Os principais sinais incluem fluxo vaginal amarelo-esverdeado, odor discreto, prurido, disúria e dispareunia superficial. Ao exame, pode-se observar vulva e vagina hiperemiadas e o colo uterino com petéquias ('colo em framboesa').
O teste de Schiller, que utiliza lugol, pode revelar um padrão 'iodo malhado' ou 'tigroide' no colo uterino em casos de tricomoníase, devido às alterações inflamatórias causadas pelo parasita.
O tratamento de eleição é o metronidazol oral. É crucial tratar o parceiro sexual simultaneamente para evitar a reinfecção e interromper a cadeia de transmissão da IST.
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