Tricomoníase: Diagnóstico, Tratamento e Manejo de ISTs

PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2019

Enunciado

Lucia, 20 anos, vem para consulta na estratégia saúde da família da sua área apresentando corrimento de aspecto amarelo-esverdeado, bolhoso, com odor fétido e em moderada quantidade. Apresenta ainda período de disúria e dor durante o coito. Afirma possuir parceiro fixo há 2 anos, porém ocorreram episódios de traição por parte dela nos últimos 3 meses. A paciente solicita sigilo do profissional médico e o tratamento adequado. Perante este caso, o médico da família deve:

Alternativas

  1. A) Suspeitar de vaginose bacteriana, iniciar tratamento com metronidazol tópico ou sistêmico e tranquilizar a paciente orientando que este tipo de infecção ocorre por um desequilíbrio da flora vaginal e, portanto, não se trata de uma infecção sexualmente transmissível.
  2. B) Suspeitar de doença inflamatória pélvica, devendo-se iniciar tratamento com ciprofloxacino 500 mg por 7 dias e azitromicina 1 g dose única. Por se tratar de doença sexualmente transmissível, o parceiro deve ser também tratado, porém a decisão por chamá-lo deve partir da própria paciente.
  3. C) Suspeitar de gonorreia, iniciando tratamento com 250 mg de ceftriaxona em dose única. Outra opção seria 1 grama de azitromicina em dose única. Como se trata de uma doença sexualmente transmissível, a paciente deve ser orientada a coletar exames para outras infecções transmissíveis como hepatite B, sífilis e HIV. O namorado deve ser notificado imediatamente pela equipe para também ser tratado e orientado a coletar os exames.
  4. D) Suspeitar de tricomoníase, prescrever tratamento com metronidazol 500 mg 4 comprimidos em dose única, ofertar exames de rastreamento para outras infecções sexualmente transmissíveis e orientar a paciente quanto a necessidade do tratamento dos parceiros pelo risco de recontaminação.
  5. E) Suspeitar de clamídia, iniciar tratamento com azitromicina 1 g dose única, orientar que por se tratar de infecção sexualmente transmissível é importante complementar a investigação com outras sorologias como HIV, sífilis, hepatite B e C. A paciente deve procurar os parceiros e avisá-los da necessidade de tratamento sob o risco de ser processada por exposição de outra pessoa a riscos.

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