UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2023
Mulher de 20 anos queixa-se de prurido vaginal intenso e corrimento amareloesverdeado bolhoso. Ao exame especular observa-se: colo uterino com pequenas manchas avermelhadas (“colo em morango”) e conteúdo vaginal esverdeado, bolhoso e abundante. Ao teste de chiller colo apresenta aspecto “onç ide” (várias áreas arredondadas iodonegativas). Dentre as opções abaixo o diagnóstico mais provável é:
Prurido + corrimento amarelo-esverdeado bolhoso + colo em morango → Tricomoníase.
A tríade clássica de prurido vaginal intenso, corrimento amarelo-esverdeado bolhoso e o achado de 'colo em morango' (colpite focal) ao exame especular são altamente sugestivos de tricomoníase vaginal, uma infecção sexualmente transmissível causada pelo *Trichomonas vaginalis*.
A tricomoníase vaginal é uma infecção sexualmente transmissível (IST) comum, causada pelo protozoário *Trichomonas vaginalis*. Afeta milhões de mulheres anualmente e, embora muitas vezes assintomática, pode causar sintomas incômodos e aumentar o risco de outras ISTs, incluindo HIV, e complicações na gravidez. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado nos sintomas e achados do exame especular. O 'colo em morango' (colpite focal) é um sinal patognomônico, embora não presente em todos os casos. O teste de Schiller, que evidencia áreas iodonegativas, pode complementar a avaliação, mas o exame a fresco do corrimento é o padrão-ouro para a visualização do parasita. O tratamento da tricomoníase é simples e eficaz com metronidazol. É crucial orientar a paciente sobre a importância do tratamento do parceiro(s) sexual(is) e a abstinência sexual durante o tratamento para prevenir a reinfecção. A identificação e tratamento adequados são importantes para a saúde sexual e reprodutiva da mulher.
Os sintomas incluem prurido vaginal intenso, corrimento vaginal amarelo-esverdeado, bolhoso e abundante, disúria, dispareunia e, ao exame, o clássico 'colo em morango' (colpite focal), embora nem sempre presente.
O diagnóstico é feito pela visualização de trofozoítos móveis de *Trichomonas vaginalis* em exame a fresco do corrimento vaginal, ou por testes moleculares mais sensíveis, como a PCR.
O tratamento de escolha é o metronidazol, administrado em dose única oral ou por sete dias. É fundamental tratar também o(s) parceiro(s) sexual(is) para evitar reinfecção e quebrar a cadeia de transmissão.
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