Tricomoníase Vaginal: Diagnóstico e Sinais Clínicos Chave

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022

Enunciado

Uma paciente com 25 anos de idade, casada há 3 meses, usa Dispositivo Intrauterino (DIU) como método anticoncepcional. Procura consulta em centro de saúde com queixa de corrimento vaginal abundante. Refere que a secreção é amarelada, que sente ardor e dor, que piora na relação sexual. Ao exame ginecológico, é observada hiperemia de genitais externos e de parede vaginal, com presença de secreção amarelo-esverdeada com pequenas bolhas, não aderida à parede vaginal, além de colo uterino com colpite e "aspecto de morango".Nesse caso, o exame a ser realizado e seu resultado mais provável são, respectivamente,

Alternativas

  1. A) exame de secreção vaginal com coloração de Gram; observadas "Clue Cells".
  2. B) cultura de secreção vaginal; observado crescimento de Streptococcus agalactie.
  3. C) exame a fresco de secreção vaginal; observados parasitas flagelados com movimentos pendulares.
  4. D) exame a fresco de secreção vaginal com hidróxido de potássio; observadas pseudo-hifas e esporos.

Pérola Clínica

Corrimento amarelo-esverdeado bolhoso + colo em morango → Tricomoníase, confirmar com exame a fresco (flagelados).

Resumo-Chave

A tricomoníase é uma infecção sexualmente transmissível causada pelo protozoário *Trichomonas vaginalis*, caracterizada por corrimento vaginal abundante, amarelo-esverdeado, bolhoso, com odor fétido, prurido, disúria e dispareunia. O achado clássico ao exame especular é o 'colo em morango' (colpite focal). O diagnóstico é feito pelo exame a fresco, que revela parasitas flagelados móveis.

Contexto Educacional

A tricomoníase é uma das infecções sexualmente transmissíveis (IST) mais comuns, causada pelo protozoário *Trichomonas vaginalis*. Afeta principalmente mulheres, mas homens também podem ser portadores assintomáticos. A infecção pode aumentar o risco de outras ISTs, incluindo o HIV, e está associada a complicações na gravidez. Clinicamente, a tricomoníase se manifesta com um corrimento vaginal característico: abundante, amarelo-esverdeado, espumoso ou bolhoso, com odor fétido. Outros sintomas incluem prurido vulvovaginal, ardor, disúria e dispareunia. Ao exame especular, pode-se observar hiperemia da mucosa vaginal e, classicamente, o 'colo em morango' (colpite focal ou difusa), devido a micro-hemorragias. O diagnóstico definitivo é feito pelo exame a fresco da secreção vaginal, que permite a visualização direta dos parasitas flagelados com movimentos pendulares. O tratamento de escolha é o metronidazol ou tinidazol, administrado em dose única ou por um período mais longo, dependendo do esquema. É crucial tratar também o(s) parceiro(s) sexual(is) para evitar a reinfecção e a disseminação da doença. Residentes devem estar aptos a reconhecer os sinais e sintomas da tricomoníase e a realizar o diagnóstico laboratorial adequado para garantir o tratamento eficaz e a prevenção de complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da tricomoníase vaginal?

Os principais sintomas incluem corrimento vaginal abundante, amarelo-esverdeado, bolhoso e com odor fétido, prurido vulvovaginal, disúria e dispareunia.

O que é o 'colo em morango' e qual sua importância na tricomoníase?

O 'colo em morango' é o aspecto de colpite focal, com pontos avermelhados no colo uterino, causado por micro-hemorragias. É um sinal patognomônico, embora não universal, da tricomoníase.

Qual o exame mais indicado para diagnosticar a tricomoníase e o que ele revela?

O exame mais indicado é o exame a fresco da secreção vaginal, que revela a presença de parasitas flagelados móveis (Trichomonas vaginalis).

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