PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2020
Mulher de 33 anos, secundigesta, com atraso menstrual de 15 dias, sexualmente ativa, sem uso de preservativo, procura a UBS relatando corrimento vaginal amarelado, com ""mau cheiro"", ardência vaginal e dispareunia há sete dias. Ao exame especular observa-se eritema vaginal, colo uterino com pontilhado avermelhados de aspecto semelhante a ""framboesa"", secreção amarelada bolhosa e com odor forte. A conduta MAIS ADEQUADA é:
Corrimento amarelo-bolhoso + colo em framboesa + odor forte = Tricomoníase → Metronidazol dose única.
O quadro clínico de corrimento vaginal amarelo-esverdeado, bolhoso, com odor fétido, ardência, dispareunia e o clássico "colo em framboesa" é altamente sugestivo de tricomoníase. O tratamento de escolha é o metronidazol, que pode ser administrado em dose única.
A tricomoníase é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, que afeta principalmente o trato geniturinário feminino e masculino. É uma das ISTs não virais mais comuns globalmente, com alta prevalência e impacto significativo na saúde reprodutiva e sexual. O diagnóstico da tricomoníase é frequentemente clínico, baseado em uma constelação de sintomas e achados ao exame físico. A paciente tipicamente apresenta corrimento vaginal abundante, amarelo-esverdeado, bolhoso e com odor fétido, frequentemente descrito como 'mau cheiro'. Outros sintomas incluem prurido vulvovaginal, ardência ao urinar (disúria) e dor durante a relação sexual (dispareunia). Ao exame especular, o achado patognomônico é o 'colo em framboesa' (cervicite puntiforme), embora nem sempre presente. O pH vaginal geralmente é > 4,5. A conduta mais adequada, diante de um quadro clínico tão sugestivo, é iniciar o tratamento empírico com metronidazol. O esquema mais comum e eficaz é 2g via oral em dose única, ou 500mg via oral duas vezes ao dia por 7 dias. É fundamental orientar o tratamento do parceiro sexual para evitar reinfecção. Embora a paciente tenha atraso menstrual, a urgência do tratamento dos sintomas e a clareza do diagnóstico clínico da tricomoníase justificam a priorização do tratamento antes de exames adicionais como beta-hCG ou sorologias para outras ISTs, que podem ser solicitados posteriormente, se necessário.
Os sinais e sintomas clássicos da tricomoníase incluem corrimento vaginal abundante, amarelo-esverdeado, bolhoso e com odor fétido, prurido vulvovaginal, ardência, dispareunia e, ao exame especular, o característico 'colo em framboesa' (pontilhado avermelhado).
O tratamento de primeira linha para tricomoníase é o metronidazol, que pode ser administrado em dose única de 2g via oral ou em esquema de 500mg duas vezes ao dia por 7 dias. É crucial tratar também o parceiro sexual para evitar reinfecção.
O tratamento rápido da tricomoníase é importante para aliviar os sintomas incômodos, prevenir a transmissão para parceiros sexuais e reduzir o risco de complicações, como aumento da suscetibilidade a outras ISTs e desfechos adversos na gravidez.
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