UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2022
Mulher de 32 anos apresenta corrimento vaginal e mau odor genital há 6 dias, após relação sexual desprotegida com parceiro eventual. Nega atraso menstrual e refere uso de contraceptivo injetável trimestral há 3 anos. Exames ginecológico e microscópico, conforme as imagens, com teste de aminas positivo e pH 5,8.A hipótese diagnóstica e a conduta mais adequada são:
Corrimento bolhoso, mau odor, pH > 4.5 e teste de aminas (+) → Tricomoníase. Tratar com Metronidazol VO.
A tricomoníase é uma DST causada por *Trichomonas vaginalis*, caracterizada por corrimento vaginal amarelado-esverdeado, bolhoso, com mau odor, prurido e disúria. O diagnóstico é clínico e laboratorial (pH > 4.5, teste de aminas positivo, visualização do parasita móvel ao microscópio). O tratamento de escolha é o metronidazol oral.
A tricomoníase é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pelo protozoário *Trichomonas vaginalis*, sendo uma das ISTs não virais mais comuns globalmente. Afeta principalmente mulheres, mas homens também podem ser portadores assintomáticos. É crucial para residentes e estudantes de medicina reconhecer e tratar essa condição para prevenir complicações e a disseminação da infecção. Clinicamente, a tricomoníase se manifesta com corrimento vaginal abundante, amarelado-esverdeado, espumoso e com odor fétido, frequentemente descrito como 'cheiro de peixe'. Outros sintomas incluem prurido vulvovaginal, disúria e dispareunia. Ao exame especular, pode-se observar eritema da mucosa vaginal e, em casos clássicos, a 'colpite em morango' no colo uterino, devido a micro-hemorragias. O diagnóstico é confirmado pela elevação do pH vaginal (> 4.5), teste de aminas positivo e, idealmente, pela visualização de trofozoítos móveis no exame a fresco do corrimento vaginal. O tratamento de escolha é o metronidazol, administrado por via oral. É fundamental tratar tanto a paciente quanto seu(s) parceiro(s) sexual(is) simultaneamente para evitar a reinfecção e a propagação da doença. A abstinência sexual deve ser recomendada durante o tratamento. A tricomoníase não tratada pode aumentar o risco de outras ISTs, incluindo o HIV, e está associada a desfechos adversos na gravidez, como parto prematuro e baixo peso ao nascer.
A tricomoníase vaginal geralmente se manifesta com corrimento vaginal amarelado-esverdeado, espumoso ou bolhoso, com mau odor fétido. Pode haver prurido vulvovaginal, disúria, dispareunia e, em casos mais graves, colpite em morango no colo uterino.
O diagnóstico laboratorial inclui a medição do pH vaginal (geralmente > 4.5), teste de aminas positivo (odor de peixe após adição de KOH) e, principalmente, a visualização de trofozoítos móveis de *Trichomonas vaginalis* ao exame microscópico a fresco do corrimento vaginal.
O tratamento de escolha é o metronidazol oral, tanto para a paciente quanto para seu(s) parceiro(s) sexual(is), mesmo que assintomáticos, para evitar a reinfecção. A dose comum é 250 mg, 2 comprimidos (500mg) via oral, 12/12h por 7 dias, ou dose única de 2g.
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