Tricomoníase Vaginal: Diagnóstico e Sinais Chave

UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2022

Enunciado

Paciente de 26 anos apresentou queixa de corrimento vaginal esverdeado, com odor e prurido há 2 semanas, durante consulta médica. Refere disúria importante associada à dispareunia. Considerando o conteúdo vaginal, este deve apresentar

Alternativas

  1. A) células-alvo em meio a células vaginais de descamação, teste das aminas negativo e pH inferior a 4.
  2. B) hifas e esporos em meio a infiltrado leucocitário visualizado à microscopia, com pH acima de 6.
  3. C) pH vaginal ao redor de 6, teste das aminas positivo e organismos flagelados em movimento.
  4. D) cocos gram-positivos aos pares, infiltrado leucocitário discreto e teste do KOH negativo.

Pérola Clínica

Corrimento esverdeado, odor, prurido + pH > 4.5, teste aminas +, flagelados → Tricomoníase.

Resumo-Chave

A tricomoníase é uma DST caracterizada por corrimento vaginal esverdeado, bolhoso, com odor fétido e prurido. O diagnóstico é confirmado pela presença de pH vaginal elevado (>4,5), teste das aminas positivo e visualização de Trichomonas vaginalis flagelados em movimento na microscopia do conteúdo vaginal a fresco.

Contexto Educacional

A tricomoníase é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, afetando milhões de pessoas anualmente. É uma das causas mais comuns de vaginite infecciosa, com maior prevalência em mulheres em idade reprodutiva. O reconhecimento precoce é crucial para o tratamento adequado e prevenção de complicações, como aumento do risco de outras ISTs e desfechos adversos na gravidez. O diagnóstico baseia-se na tríade clínica de corrimento vaginal característico (esverdeado, bolhoso, fétido), prurido e disúria, associado a achados laboratoriais específicos. A elevação do pH vaginal (>4,5), o teste das aminas positivo e, principalmente, a identificação microscópica dos trofozoítos flagelados em movimento no exame a fresco são pilares diagnósticos. É fundamental diferenciar de outras vaginites para instituir a terapia correta. O tratamento da tricomoníase geralmente envolve metronidazol ou tinidazol, administrados em dose única ou por um período mais longo, tanto para a paciente quanto para seus parceiros sexuais, a fim de evitar a reinfecção. A adesão ao tratamento e a orientação sobre sexo seguro são essenciais para o controle da infecção e a saúde sexual do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da tricomoníase vaginal?

Os sintomas clássicos incluem corrimento vaginal esverdeado ou amarelo-esverdeado, bolhoso, com odor fétido (peixe), prurido vulvovaginal intenso, disúria e dispareunia. Em alguns casos, pode haver irritação vulvar e colpite em morango.

Como é feito o diagnóstico laboratorial da tricomoníase?

O diagnóstico é feito pela análise do conteúdo vaginal a fresco, que revela a presença de Trichomonas vaginalis flagelados em movimento. Outros achados incluem pH vaginal elevado (geralmente > 4,5) e teste das aminas positivo (odor de peixe após adição de KOH).

Qual a diferença entre tricomoníase e vaginose bacteriana nos exames?

Ambas podem ter teste das aminas positivo e pH elevado. No entanto, a tricomoníase é caracterizada pela visualização de protozoários flagelados, enquanto a vaginose bacteriana é diagnosticada pela presença de 'clue cells' (células epiteliais cobertas por bactérias) e ausência de leucócitos.

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