UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025
Paciente de 39 anos de idade, fez implante de Dispositivo Intrauterino (DIU) de cobre 380-A em 10/07/2011. Vem a consulta referindo corrimento vaginal. Refere disúria e dispareunia. Ao exame especular: hiperemia de paredes vaginais, fio do DIU visualizado com comprimento de cerca de 2 cm, corrimento intenso, amarelo-esverdeado, bolhoso e espumoso, acompanhado de odor fétido. Foi realizado exame a fresco com identificação de parasita flagelado com auxílio de microscopia. O diagnóstico e conduta para este caso são:
Corrimento amarelo-esverdeado, bolhoso e fétido + protozoário flagelado a fresco → Tricomoníase. Tratar paciente e parceria com metronidazol oral.
A tricomoníase é uma IST cujo diagnóstico é confirmado pela visualização do *Trichomonas vaginalis* no exame a fresco. O tratamento de escolha é o metronidazol oral, sendo mandatório o tratamento simultâneo das parcerias sexuais para evitar reinfecção. A presença de DIU em um quadro de DIP geralmente indica sua remoção.
A tricomoníase é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) causada pelo protozoário flagelado *Trichomonas vaginalis*. É uma das causas mais comuns de vulvovaginite, manifestando-se clinicamente com corrimento vaginal abundante, amarelo-esverdeado, bolhoso e de odor fétido, frequentemente associado a prurido, disúria e dispareunia. A infecção aumenta o risco de aquisição e transmissão do HIV. O diagnóstico é frequentemente feito no consultório através do exame a fresco do conteúdo vaginal, que revela o protozoário móvel e flagelado à microscopia. O pH vaginal costuma estar elevado (>4,5). O tratamento de escolha é com um nitroimidazólico sistêmico, sendo o metronidazol o mais utilizado, em dose única de 2g ou em regime de 7 dias. É fundamental o tratamento simultâneo de todas as parcerias sexuais para evitar a reinfecção e controlar a disseminação da doença. No contexto de uma paciente com Dispositivo Intrauterino (DIU), um quadro de infecção genital que ascende e causa endometrite ou salpingite configura uma Doença Inflamatória Pélvica (DIP). Nesses casos, além da antibioticoterapia de amplo espectro, a remoção do DIU é geralmente recomendada, pois o dispositivo pode atuar como um corpo estranho que perpetua a infecção. A conduta correta envolve iniciar o tratamento antibiótico e, em seguida, proceder com a retirada do DIU.
Os achados mais comuns são um corrimento vaginal abundante, amarelo-esverdeado, bolhoso ou espumoso, e com odor fétido. Em cerca de 10-30% dos casos, pode-se observar o 'colo em framboesa' (colpite macular), que são hemorragias puntiformes na mucosa cervical.
O DIU, especialmente seus fios, pode servir como um nicho para a formação de biofilme bacteriano, dificultando a erradicação da infecção com antibióticos e aumentando o risco de complicações, como abscesso tubo-ovariano. A remoção é recomendada 24-48h após o início da antibioticoterapia.
O tratamento de escolha é Metronidazol 2g via oral, em dose única, ou 500mg de 12/12h por 7 dias. A parceria sexual deve ser tratada com o mesmo esquema, pois a infecção é frequentemente assintomática em homens, que atuam como reservatório do protozoário, levando à reinfecção da mulher.
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