FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2020
Mulher de 23 anos procurou ginecologista com queixa de corrimento vaginal com odor desagradável e prurido vaginal discreto. Realizado um esfregaço no momento do exame ginecológico, o mesmo evidenciou presença de protozoário tetraflagelado. O MAIS provável agente etiológico desta vaginite é:
Corrimento com odor desagradável + protozoário tetraflagelado no esfregaço → Tricomoníase (Trichomonas vaginalis).
A tricomoníase é uma infecção sexualmente transmissível causada por um protozoário flagelado. A presença de um protozoário tetraflagelado no esfregaço vaginal é patognomônica para o diagnóstico de Trichomonas vaginalis, diferenciando-a de outras vaginites.
A tricomoníase é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, afetando milhões de pessoas anualmente. É uma das causas mais comuns de vaginite infecciosa, com implicações significativas para a saúde reprodutiva e sexual, incluindo aumento do risco de outras ISTs e complicações na gravidez. O diagnóstico da tricomoníase baseia-se na identificação clínica dos sintomas, como corrimento vaginal com odor desagradável e prurido, e na confirmação laboratorial. A visualização de um protozoário tetraflagelado móvel no esfregaço a fresco da secreção vaginal é o achado patognomônico que permite diferenciar a tricomoníase de outras causas de vaginite, como a vaginose bacteriana ou a candidíase. O tratamento eficaz da tricomoníase é crucial e geralmente envolve o uso de metronidazol ou tinidazol. É fundamental tratar simultaneamente os parceiros sexuais para prevenir a reinfecção e a disseminação da doença. A educação sobre práticas sexuais seguras e o rastreamento em populações de risco são componentes importantes da abordagem de saúde pública.
Os principais sintomas incluem corrimento vaginal abundante, amarelo-esverdeado, espumoso, com odor fétido ("peixe"), prurido vulvovaginal, disúria e dispareunia.
O diagnóstico é feito pela visualização de trofozoítos móveis de Trichomonas vaginalis em esfregaço a fresco da secreção vaginal, ou por testes moleculares mais sensíveis.
O tratamento de escolha é o metronidazol oral, em dose única ou por 7 dias, tanto para a paciente quanto para seus parceiros sexuais, para evitar reinfecção.
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