UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2023
Paciente de 47 anos, casada, comparece ao ambulatório de ginecologia com queixa de corrimento vaginal associado a leve prurido. Ao exame especular observa-se corrimento vaginal com odor fétido e aspecto purulento além de colpite. O teste de pH evidencia pH básico e o teste de aminas é positivo. Ao exame a fresco da secreção identifica-se parasito flagelado. Assinale a alternativa correta para quanto ao tratamento:
Corrimento fétido, colpite, pH básico, aminas +, flagelado → Tricomoníase = Metronidazol VO para o casal.
A tricomoníase é uma IST com sintomas clássicos como corrimento purulento, fétido, prurido e colpite. O diagnóstico é confirmado pela presença de Trichomonas vaginalis ao exame a fresco. O tratamento com metronidazol oral é essencial e deve ser estendido ao parceiro sexual para evitar reinfecção.
A tricomoníase é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, que afeta principalmente o trato geniturinário. É uma das causas mais comuns de vaginite infecciosa, com uma prevalência significativa em mulheres sexualmente ativas. A identificação e o tratamento adequados são cruciais para aliviar os sintomas, prevenir complicações e controlar a disseminação da infecção. O diagnóstico da tricomoníase é baseado em achados clínicos e laboratoriais. Clinicamente, a paciente pode apresentar corrimento vaginal abundante, amarelo-esverdeado, espumoso, com odor fétido, prurido vulvovaginal, dispareunia e disúria. Ao exame especular, é comum observar colpite difusa ou focal (colo em 'morango'). Laboratorialmente, o pH vaginal é tipicamente elevado (>4,5), o teste de aminas (whiff test) é positivo e o exame a fresco da secreção vaginal revela a presença de trofozoítos flagelados móveis. O tratamento de escolha para a tricomoníase é o metronidazol, administrado por via oral. A dose mais comum é 2g em dose única, ou 500mg duas vezes ao dia por 7 dias. É imperativo que o parceiro sexual seja tratado concomitantemente, mesmo que assintomático, para evitar a reinfecção da paciente e interromper a cadeia de transmissão da IST. A não adesão ao tratamento do parceiro é uma das principais causas de falha terapêutica e recorrência da infecção.
A tricomoníase tipicamente apresenta corrimento vaginal amarelo-esverdeado, espumoso, com odor fétido, prurido e dispareunia. Ao exame especular, pode-se observar colpite e colo uterino em 'morango'. Laboratorialmente, o pH vaginal é básico (>4,5), o teste de aminas é positivo e o exame a fresco revela parasitas flagelados móveis.
O tratamento de primeira linha é o metronidazol, geralmente em dose única de 2g via oral ou 500mg duas vezes ao dia por 7 dias. O tratamento do parceiro sexual é crucial porque a tricomoníase é uma infecção sexualmente transmissível (IST), e o não tratamento do parceiro levaria à reinfecção da paciente e à perpetuação da cadeia de transmissão.
A tricomoníase se diferencia pela presença de parasitas flagelados no exame a fresco, pH vaginal básico, teste de aminas positivo e, frequentemente, colpite. A candidíase tem corrimento branco caseoso e pH ácido, enquanto a vaginose bacteriana tem corrimento acinzentado homogêneo, odor de peixe e células-chave, mas sem colpite ou parasitas flagelados.
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