UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2015
Mulher de 28 anos de idade com queixa de corrimento com odor fétido, que se acentua após as relações sexuais. Não apresenta disúria ou prurido, porém reporta que sente-se úmida, e isto a incomoda. Ao exame especular observa-se conteúdo vaginal leitoso, espesso e bolhoso. Relata que, às vezes, apresenta sinusorragia e dispareunia de profundidade.Qual o exame padrão-ouro para o diagnóstico?Qual a conduta em relação ao parceiro?
Tricomoníase: corrimento bolhoso, fétido, pH > 4.5, colo em framboesa. Padrão-ouro = cultura/PCR. Tratar paciente e parceiro.
A tricomoníase é uma IST causada por Trichomonas vaginalis, caracterizada por corrimento amarelado-esverdeado, bolhoso e fétido, que pode piorar após o coito. O exame padrão-ouro é a cultura ou PCR, mas na prática, a microscopia a fresco é amplamente utilizada para identificar os protozoários flagelados. O tratamento do parceiro é fundamental para evitar reinfecção.
A tricomoníase é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, afetando milhões de pessoas anualmente. É uma das causas mais comuns de vaginite e, se não tratada, pode aumentar o risco de outras ISTs, incluindo HIV, e complicações na gravidez. A identificação precoce e o tratamento adequado são cruciais para a saúde reprodutiva e sexual. O diagnóstico baseia-se na clínica (corrimento bolhoso, fétido, prurido, dispareunia, colo em framboesa) e na identificação do parasita. Embora a microscopia a fresco seja rápida e de baixo custo, sua sensibilidade pode variar. Métodos mais sensíveis como a cultura e o PCR são considerados padrão-ouro, especialmente em casos duvidosos ou assintomáticos. O pH vaginal geralmente é elevado (>4.5) na tricomoníase. O tratamento de escolha é o metronidazol oral, com doses que variam de dose única a esquemas de 7 dias. É imperativo tratar todos os parceiros sexuais da paciente para evitar a reinfecção e quebrar a cadeia de transmissão. Aconselhamento sobre práticas sexuais seguras e rastreamento para outras ISTs também são componentes importantes do manejo.
Os principais sintomas incluem corrimento vaginal amarelado-esverdeado, bolhoso e fétido, prurido vulvovaginal, dispareunia e, em alguns casos, sinusorragia. O colo uterino pode apresentar aspecto de 'framboesa'.
O exame padrão-ouro para o diagnóstico de tricomoníase é a cultura para Trichomonas vaginalis ou o teste de PCR. No entanto, na prática clínica, a microscopia a fresco da secreção vaginal é frequentemente utilizada para identificar os protozoários flagelados móveis.
É fundamental que o parceiro sexual seja tratado simultaneamente, mesmo que assintomático, para prevenir a reinfecção da paciente e a disseminação da infecção. O tratamento geralmente envolve metronidazol oral.
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