AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2021
Em relação à tricomoníase é correto afirmar que:
Tricomoníase → inflamação cervical que pode alterar a classe da citologia oncótica (Papanicolau).
A tricomoníase, causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, provoca uma intensa resposta inflamatória no colo uterino e vagina, o que pode levar a alterações celulares detectáveis na citologia oncótica (Papanicolau), por vezes dificultando a interpretação ou simulando atipias.
A tricomoníase é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, afetando milhões de pessoas anualmente em todo o mundo. Em mulheres, a infecção pode ser assintomática ou manifestar-se com sintomas incômodos como corrimento vaginal fétido, prurido e disúria. A compreensão de suas implicações diagnósticas e terapêuticas é fundamental na prática clínica. Uma característica importante da tricomoníase é sua capacidade de induzir uma resposta inflamatória significativa no epitélio cervical e vaginal. Essa inflamação pode levar a alterações celulares que são detectáveis na citologia oncótica (exame de Papanicolau), podendo, inclusive, alterar a classificação citológica e dificultar a interpretação de lesões pré-neoplásicas. O diagnóstico é feito principalmente pela visualização do protozoário móvel em microscopia a fresco do corrimento vaginal. O tratamento da tricomoníase é realizado com metronidazol, preferencialmente por via oral, e é imperativo que todos os parceiros sexuais sejam tratados simultaneamente para evitar a reinfecção e a persistência da transmissão. Cremes vaginais com derivados azólicos não são a opção de tratamento de escolha para tricomoníase, sendo mais indicados para candidíase. A não adesão ao tratamento do parceiro é um erro comum que compromete a erradicação da infecção.
Os sintomas mais comuns incluem corrimento vaginal abundante, amarelo-esverdeado e espumoso, com odor fétido, prurido vulvovaginal, disúria e dispareunia. A colpite em framboesa pode ser observada ao exame especular.
O diagnóstico é feito principalmente pela microscopia a fresco do corrimento vaginal, que revela a presença de trofozoítos móveis de Trichomonas vaginalis. Testes moleculares e cultura também podem ser utilizados, e a citologia oncótica pode sugerir a infecção.
O tratamento de escolha é o metronidazol, administrado por via oral em dose única ou por um período de 7 dias. É crucial tratar simultaneamente todos os parceiros sexuais para prevenir a reinfecção e a disseminação da doença.
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