HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2023
A Tricomoníase é causada pelo Trichomonas Vaginalis. É uma doença sexualmente transmissível, cujo risco de ser adquirida é de 60% a 80% em intercurso sexual único. Nas mulheres, afeta a vulva, a vagina e o colo do útero. A mucosa vaginal pode ficar dolorida, erosada, inflamada e com coloração amarelada e espumosa. Essa enfermidade ocorre através de:
Tricomoníase é DST causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, com corrimento amarelado espumoso.
A Tricomoníase é uma Doença Sexualmente Transmissível (DST) causada pelo Trichomonas vaginalis, um protozoário flagelado. A infecção é caracterizada por vulvovaginite, corrimento amarelado-esverdeado e espumoso, e é altamente contagiosa.
A tricomoníase é uma das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) não virais mais comuns globalmente, causada pelo protozoário flagelado Trichomonas vaginalis. Sua alta taxa de transmissão, de 60% a 80% em um único intercurso sexual, ressalta a importância de seu reconhecimento e tratamento adequados, especialmente para residentes e profissionais de saúde. A infecção afeta principalmente o trato geniturinário inferior em mulheres (vulva, vagina, colo do útero) e a uretra e próstata em homens, embora estes últimos sejam frequentemente assintomáticos. A fisiopatologia envolve a adesão do protozoário às células epiteliais e a indução de uma resposta inflamatória. Nas mulheres, os sintomas clássicos incluem corrimento vaginal abundante, amarelo-esverdeado, espumoso e com odor fétido, prurido vulvar intenso, disúria e dispareunia. O exame especular pode revelar um colo do útero eritematoso com petéquias, conhecido como 'colo em framboesa'. O diagnóstico é comumente realizado pela visualização dos trofozoítos móveis em microscopia de secreção vaginal fresca, embora testes moleculares sejam mais sensíveis. O tratamento da tricomoníase é eficaz com nitroimidazóis, como o metronidazol ou tinidazol, administrados por via oral. É imperativo que todos os parceiros sexuais sejam tratados simultaneamente para evitar a reinfecção e interromper a cadeia de transmissão. A não adesão ao tratamento ou a falta de tratamento do parceiro são causas comuns de falha terapêutica. A tricomoníase, se não tratada, pode aumentar o risco de adquirir outras DSTs, incluindo o HIV, e está associada a complicações na gravidez, como parto prematuro e baixo peso ao nascer.
Em mulheres, a tricomoníase pode causar corrimento vaginal abundante, amarelo-esverdeado, espumoso e com odor fétido. Outros sintomas incluem prurido vulvar, disúria, dispareunia e, em casos graves, inflamação do colo do útero (colo em framboesa).
O diagnóstico é feito principalmente pela microscopia direta do corrimento vaginal fresco, onde se observam os trofozoítos móveis do Trichomonas vaginalis. Testes moleculares (NAATs) e cultura são mais sensíveis, mas menos disponíveis na rotina.
O tratamento de escolha é o metronidazol ou tinidazol, administrado em dose única oral ou por um curso de 7 dias. É fundamental tratar também o(s) parceiro(s) sexual(is) para prevenir a reinfecção e a disseminação da doença.
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