UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2024
MNP, 20 anos, com queixa de corrimento vaginal intenso, leve odor e leve prurido. Contracepção: pílula. Ao exame físico, corrimento esverdeado, abundante, levemente bolhoso, paredes vaginais e colo uterino com hiperemia intensa. Assinale a alternativa mais adequada ao caso:
Corrimento esverdeado, bolhoso, com hiperemia vaginal → Tricomoníase, tratar com metronidazol oral.
A paciente apresenta quadro clássico de tricomoníase, caracterizado por corrimento esverdeado, bolhoso e hiperemia. O diagnóstico é feito por microscopia a fresco e o tratamento de escolha é metronidazol oral.
A tricomoníase é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, sendo uma das causas mais comuns de vulvovaginite. É fundamental para residentes e profissionais de saúde reconhecer seus sinais e sintomas característicos para um diagnóstico e tratamento adequados, prevenindo complicações e a disseminação da infecção. Clinicamente, a tricomoníase se apresenta com um corrimento vaginal típico: abundante, esverdeado ou amarelo-esverdeado, espumoso (bolhoso), acompanhado de odor fétido, prurido vulvovaginal e, frequentemente, disúria e dispareunia. Ao exame físico, é comum observar hiperemia das paredes vaginais e do colo uterino, podendo haver o clássico 'colo em framboesa' (pontilhado hemorrágico). O diagnóstico é confirmado pela microscopia a fresco do corrimento vaginal, que permite a visualização dos trofozoítos móveis do Trichomonas vaginalis. O tratamento de escolha é o metronidazol, administrado por via oral, sendo essencial tratar também o(s) parceiro(s) sexual(is) para evitar a reinfecção e controlar a cadeia de transmissão. A não adesão ao tratamento do parceiro é uma causa comum de falha terapêutica.
A tricomoníase classicamente se manifesta com corrimento vaginal abundante, esverdeado ou amarelo-esverdeado, espumoso (bolhoso), com odor fétido, prurido vulvovaginal, disúria e, em alguns casos, dor à relação sexual. O exame pode revelar hiperemia vaginal e cervical, com o 'colo em framboesa'.
O diagnóstico é feito principalmente pela microscopia a fresco do corrimento vaginal, onde se observam os protozoários móveis Trichomonas vaginalis. Testes moleculares e cultura também podem ser utilizados, mas são menos acessíveis na prática diária.
O tratamento de primeira linha para tricomoníase é o metronidazol oral, seja em dose única de 2g ou em esquema de 500mg duas vezes ao dia por 7 dias. É crucial tratar também o(s) parceiro(s) sexual(is) para evitar a reinfecção.
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