FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2020
Sobre os corrimentos vaginais podemos afirmar:
Tricomoníase → Tratamento sistêmico (Metronidazol/Tinidazol) para paciente e parceiro(s).
A tricomoníase, uma infecção sexualmente transmissível causada por Trichomonas vaginalis, requer tratamento sistêmico com metronidazol ou tinidazol para erradicar o parasita e prevenir a reinfecção, sendo essencial tratar também os parceiros sexuais.
Corrimentos vaginais são queixas ginecológicas extremamente comuns, representando um desafio diagnóstico e terapêutico. As principais causas infecciosas incluem vaginose bacteriana, candidíase vulvovaginal e tricomoníase, cada uma com características clínicas e abordagens de tratamento distintas. O reconhecimento correto é fundamental para um manejo eficaz e para prevenir complicações. A tricomoníase, causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, é uma infecção sexualmente transmissível (IST) que afeta tanto mulheres quanto homens. Devido à sua natureza sistêmica e à capacidade do parasita de colonizar a uretra e glândulas periuretrais, o tratamento deve ser sistêmico, geralmente com metronidazol ou tinidazol oral, e é imperativo tratar todos os parceiros sexuais para evitar reinfecção. Em contraste, a vaginose bacteriana, um desequilíbrio da flora vaginal, não é considerada uma IST clássica e o tratamento do parceiro masculino não é rotineiramente recomendado. A candidíase, por sua vez, é uma infecção fúngica que pode ser tratada com antifúngicos tópicos ou orais. A diferenciação entre essas condições é crucial para a escolha da terapêutica adequada e para a orientação do paciente.
O corrimento na tricomoníase é tipicamente abundante, amarelo-esverdeado, bolhoso, com odor fétido e associado a prurido, disúria e dispareunia.
O tratamento do parceiro masculino na vaginose bacteriana não demonstrou reduzir as taxas de recorrência na mulher e a vaginose não é considerada uma IST clássica que exija tratamento do parceiro para erradicação.
As principais causas são vaginose bacteriana, candidíase vulvovaginal e tricomoníase, sendo a vaginose bacteriana a mais comum.
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