Tricomoníase Vaginal: Diagnóstico e Tratamento Eficaz

HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2022

Enunciado

Mulher de 18 anos de idade comparece em Unidade Básica de Saúde (UBS) com corrimento vaginal intenso, amarelo-esverdeado, associado a odor fétido e prurido eventual há 7 dias. Realizou exame microscópico a fresco do conteúdo vaginal com soro fisiológico, visualizando-se o parasita flagelado se movimentando, além de grande número de leucócitos. Qual é o diagnóstico e o respectivo tratamento?

Alternativas

  1. A) Vaginose citolítica e ácido bórico.
  2. B) Vaginose bacteriana e metronidazol.
  3. C) Candidíase vulvovaginal e nistatina.
  4. D) Tricomoníase e metronidazol.

Pérola Clínica

Corrimento amarelo-esverdeado, fétido + parasita flagelado ao fresco → Tricomoníase = Metronidazol.

Resumo-Chave

O quadro clínico de corrimento vaginal amarelo-esverdeado, bolhoso, com odor fétido e prurido, associado à visualização de parasitas flagelados móveis (Trichomonas vaginalis) no exame microscópico a fresco, é diagnóstico de tricomoníase. O tratamento de escolha é o metronidazol, para a paciente e seu(s) parceiro(s).

Contexto Educacional

A tricomoníase é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pelo protozoário flagelado Trichomonas vaginalis. É uma das ISTs não virais mais comuns globalmente, afetando milhões de pessoas anualmente. Em mulheres, a infecção geralmente se manifesta como vaginite, enquanto em homens, a infecção é frequentemente assintomática, mas pode causar uretrite. O reconhecimento e tratamento adequados são essenciais para aliviar os sintomas, prevenir complicações e controlar a disseminação da infecção. A fisiopatologia envolve a adesão do parasita às células epiteliais da vagina e uretra, causando inflamação. O quadro clínico clássico em mulheres inclui corrimento vaginal abundante, amarelo-esverdeado, espumoso, com odor fétido e prurido. O diagnóstico é confirmado pela visualização do Trichomonas vaginalis móvel no exame microscópico a fresco do conteúdo vaginal, que também pode revelar um grande número de leucócitos. A presença de pH vaginal > 4,5 e teste de aminas positivo (odor de peixe após adição de KOH) também são achados comuns. O tratamento de escolha é o metronidazol, administrado por via oral, tanto para a paciente quanto para seu(s) parceiro(s) sexual(is), para evitar a reinfecção. É importante orientar sobre a abstinência sexual durante o tratamento e o uso de preservativos para prevenir futuras infecções. A tricomoníase não tratada pode aumentar o risco de outras ISTs, incluindo o HIV, e está associada a desfechos adversos na gravidez.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da tricomoníase vaginal?

A tricomoníase vaginal é caracterizada por corrimento vaginal abundante, amarelo-esverdeado, espumoso ou bolhoso, com odor fétido (cheiro de peixe), prurido vulvovaginal, disúria e dispareunia. O colo uterino pode apresentar aspecto de 'colo em framboesa' em alguns casos.

Como é feito o diagnóstico laboratorial da tricomoníase?

O diagnóstico laboratorial padrão-ouro é a visualização direta do parasita flagelado, o Trichomonas vaginalis, em movimento no exame microscópico a fresco do conteúdo vaginal. Também podem ser utilizados testes de amplificação de ácidos nucleicos (NAATs) para maior sensibilidade e especificidade.

Qual é o tratamento recomendado para a tricomoníase e por que o parceiro deve ser tratado?

O tratamento recomendado é o metronidazol (dose única oral ou esquema de 7 dias) ou tinidazol. É crucial tratar simultaneamente o(s) parceiro(s) sexual(is) da paciente, mesmo que assintomático(s), para prevenir a reinfecção e interromper a cadeia de transmissão, já que a tricomoníase é uma infecção sexualmente transmissível (IST).

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo