Tricomoníase: Diagnóstico Clínico e Laboratorial

SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2025

Enunciado

Paciente vai até consulta com queixa de um corrimento diferente há aproximadamente 7 dias. Refere que junto iniciou uma ardência genital e dói ao fazer sexo. Paciente solteira, mas com parceria sexual fixa há 3 meses. Ao exame especular é identificado corrimento amarelado, profuso, bolhoso, com hiperemia de paredes vaginais e colo friável. Realizou-se a coleta de esfregaço cervicovaginal. Quais devem ser os possíveis achados dos exames complementares?

Alternativas

  1. A) Teste de Whiff positivo, pH acima de 4,5, presença de protozoário flagelado à microscopia
  2. B) Teste de Whiff positivo, pH acima de 4,5, presença de células-alvo à microscopia
  3. C) Teste de Whiff negativo, pH abaixo de 4,0, presença de células-alvo à microscopia
  4. D) Teste de Whiff negativo, pH abaixo de 4,0, presença de protozoário flagelado à microscopia
  5. E) Teste de Whiff negativo, pH acima de 4,5, presença de protozoário flagelado à microscopia

Pérola Clínica

Corrimento amarelado, bolhoso, pH > 4,5, colo friável → Tricomoníase = Protozoário flagelado à microscopia.

Resumo-Chave

O quadro clínico de corrimento amarelado, bolhoso, com ardência e dispareunia, associado a hiperemia vaginal e colo friável, é altamente sugestivo de tricomoníase. Os achados laboratoriais típicos incluem pH vaginal elevado (>4,5) e a visualização de protozoários flagelados móveis à microscopia.

Contexto Educacional

A tricomoníase é uma das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) não virais mais comuns, causada pelo protozoário *Trichomonas vaginalis*. É um tema relevante para a prática clínica e provas de residência devido à sua alta prevalência e às complicações potenciais, como aumento do risco de outras ISTs e desfechos adversos na gravidez. O reconhecimento rápido do quadro clínico é essencial para um diagnóstico e tratamento eficazes. O quadro clínico clássico da tricomoníase inclui um corrimento vaginal amarelado-esverdeado, profuso e bolhoso, frequentemente acompanhado de odor fétido, prurido intenso, ardência genital e dispareunia. Ao exame especular, são observadas hiperemia das paredes vaginais e, em cerca de 10-30% dos casos, o característico 'colo em framboesa' ou colo friável, devido à inflamação. A suspeita clínica é reforçada por esses achados. Os exames complementares confirmam o diagnóstico. O pH vaginal na tricomoníase é tipicamente elevado, geralmente acima de 4,5. O teste de Whiff (teste das aminas) pode ser positivo, embora seja mais fortemente associado à vaginose bacteriana. O achado mais definitivo é a visualização de *Trichomonas vaginalis* – protozoários flagelados móveis – à microscopia do esfregaço a fresco do corrimento vaginal. O tratamento é feito com metronidazol, e o tratamento do parceiro é mandatório.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da tricomoníase?

Os principais sintomas da tricomoníase incluem corrimento vaginal amarelado-esverdeado, profuso e bolhoso, com odor fétido. Além disso, a paciente pode apresentar prurido, ardência genital, dispareunia e disúria, com hiperemia das paredes vaginais e, em alguns casos, o 'colo em framboesa' (colo friável).

Quais são os achados laboratoriais esperados na tricomoníase?

Os achados laboratoriais esperados incluem um pH vaginal elevado, geralmente acima de 4,5. À microscopia do esfregaço cervicovaginal, observa-se a presença de protozoários flagelados móveis (*Trichomonas vaginalis*). O teste de Whiff (teste das aminas) pode ser positivo, embora seja mais característico da vaginose bacteriana.

Como a tricomoníase é transmitida e qual seu tratamento?

A tricomoníase é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pelo protozoário *Trichomonas vaginalis*. O tratamento de escolha é o metronidazol, administrado em dose única oral ou em esquema de 7 dias, sendo fundamental tratar também o(s) parceiro(s) sexual(is) para evitar a reinfecção.

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